quinta-feira, 21 de abril de 2016

Depressão

Conhecer a depressão é a chave para a libertação! 

"Ó Senhor , Deus que me salva, a ti clamo dia e noite.  Que a minha oração chegue diante de ti; inclina os teus ouvidos ao meu clamor.  Tenho sofrido tanto que a minha vida está à beira da sepultura !  Sou contado entre os que descem à cova; sou como um homem que já não tem forças.  Fui colocado junto aos mortos, sou como os cadáveres que jazem no túmulo, dos quais já não te lembras, pois foram tirados de tua mão."(Salmos 88:1‭-‬5)

O que é depressão e quais os seus sintomas mais comuns?
A depressão é uma condição amplamente disseminada, afetando milhões de pessoas, cristãs e não-cristãs da mesma forma. Aqueles que sofrem de depressão podem experimentar sentimentos intensos de tristeza, raiva, falta de esperanças, fadiga e uma série de outros sintomas. Elas podem passar a se sentir inúteis e até mesmo suicidas, perdendo o interesse nas coisas e nas pessoas com quem antes se alegravam. A depressão é frequentemente desencadeada por circunstâncias de vida, como a perda de um emprego, a morte de um ente querido, divórcio ou problemas psicológicos como a baixa auto-estima e problemas causados pelo abuso.

Versículos bíblicos 
"Por que você está assim tão triste,
ó minha alma?
Por que está assim tão perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperança em Deus!
Pois ainda o louvarei;
ele é o meu Salvador e o meu Deus." (Salmos 42:11)

Alguns personagens bíblicos descrevem um pouco de suas angústias em sinal de terem experimentado a depressão. Vejamos

✓ Jonas

Jonas é visto no texto como um doente que sofria de grave melancolia ou distimia crônica. Uma leitura rápida do livro já revela a razão de ele pedir a morte. Jonas é chamado por Deus para pregar aos ninivitas, povo poderoso, inimigo de Israel. A primeira coisa que o profeta faz é fugir, ele não queria ver os ninivitas convertidos. Depois do episódio em que é lançado no mar e engolido por um peixe, Jonas acaba parando em Nínive onde prega o sermão mais duro que se poderia pregar e, para sua surpresa, o povo crê em Deus.

O capítulo 4 começa afirmando que, por causa disso, Jonas desgostou-se e irou-se. O texto é claro, o profeta diz que fugiu porque sabia que Deus era misericordioso e, agora, com os ninivitas convertidos, era melhor morrer que viver. Jonas revela um coração egoísta, que não confia nos propósitos de Deus. Ele queria fazer melhor que o Senhor, mas já que isso não foi possível melhor seria a morte.

Deus trata o profeta confrontando o seu egoísmo e demonstrando que da mesma forma que tinha compaixão de uma árvore o Senhor também tinha dos ninivitas. O Senhor estava mostrando a Jonas que a maneira de ele interpretar as circunstâncias estava equivocada.

✓ Davi

A depressão de Davi é “constatada” não pelo fato de ele ter pedido a morte, mas dos seus ossos e humor terem sofrido seus efeitos. A questão é que esse sofrimento, visto como consequência da doença, era o tratamento de Deus ao rei, que não estava arrependido. Considerando estar Davi doente, a contextualização do Salmo deveria ser: “Enquanto não tomei rivotril, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos noite e dia.”

Porém, como pode ser visto em Hebreus, a disciplina de Deus sobre os seus filhos no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza, mas ao final produz fruto de justiça (Hb 12.11). A tristeza causada pelo peso da mão de Deus constitui-se uma bênção e é parte do processo de reconhecimento do pecado por parte do crente.

Cada um dos casos citados acima, devidamente observados dentro de seus contextos, revela crentes sofrendo profundamente por não interpretar as circunstâncias pela perspectiva das promessas da Palavra de Deus, por não descansar no governo de Deus ou por ocultar o pecado.

Se fossem medicados poderiam até, por um tempo, ter o seu sofrimento aliviado, mas não teriam o pecado do seu coração tratado, o que só pode ser feito pela Palavra de Deus que “é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração(Hb 4.12).

✓ Jó

Jó é descrito no começo do seu livro como um homem íntegro, reto e que se desviava do mal. O Senhor chega a afirmar a Satanás que não havia na terra homem semelhante a ele (Jó 1.8). Depois que Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por ser alvo de suas bênçãos, é permitido que o tentador tire tudo dele. A partir daí a história se desenvolve de forma maravilhosa.

No princípio, Jó faz uma afirmação de fé formidável. Após sua esposa mandá-lo amaldiçoar a Deus e morrer ele diz: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (2.10). 

Porém, a partir do capítulo 3 Jó parece interpretar os fatos de outra forma. Sendo ele justo, não poderia estar sofrendo daquela forma, antes tivesse morrido na madre. Isso pode ser confirmado em todo o capítulo 31, no qual Jó fala de suas qualidades ao responder aos seus amigos chegando, por fim, a dizer: “Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda.” No primeiro versículo do capítulo 32 temos: “Cessaram aqueles três homens de responder a Jó no tocante ao se ter ele por justo aos seus próprios olhos.”

A partir do capítulo 38 Deus, em vez de responder a Jó, lhe faz uma série de perguntas que revelavam seu poder e sua soberania. Ao final, diz o Senhor: “Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argui a Deus que responda” (40.2).

O resultado é maravilhoso. Jó afirma: “Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.” Jó reconhece que a realidade era diferente daquela que ele interpretava, mas Deus continua com mais uma série de perguntas que apontavam para a sua sabedoria. Ao final Jó confessa que nenhum dos planos de Deus pode ser frustrado e afirma que o conhecia apenas de ouvir, mas que agora que o via se abominava e se arrependia (42.1-6).

A “depressão” de Jó foi causada por uma falsa interpretação da realidade e o tratamento de Deus foi fazê-lo ver com clareza que as coisas não eram como ele entendia. O Senhor confrontou Jó, com sua Palavra, e restaurou-o.

✓ Moisés

O caso de Moisés é interessante. Desde o começo de seu chamado ele se mostra bastante relutante e, vez por outra, esquecia a promessa feita por Deus ao comissioná-lo: “Eu serei contigo” (Êx 3.12). No episódio em que pediu ao Senhor que o matasse, estava mais uma vez murmurando, pois o povo continuamente reclamava por não ter carne (Nm 11.4). Ele estava achando ser muito pesado o seu encargo e que faria as coisas por sua própria força (Nm 11.14). 

A primeira coisa que o Senhor faz é distribuir o trabalho com 70 anciãos e, com menos trabalho, a murmuração de Moisés terminaria, certo? Errado! Deus afirmou que alimentaria o povo e daria tanta carne em um mês inteiro a ponto de sair pelo nariz e o povo se enfastiar dela. Moisés entendeu que novamente seria muito trabalho para ele e reclamou, insinuando ser impossível para ele prover carne para o povo o mês inteiro (Nm 11.22).

Deus trata Moisés confrontando-o: “Ter-se-ia encurtado a mão do Senhor?” (Nm 11.23). Em outras palavras, Deus estava dizendo a Moisés que não precisaria reclamar e se preocupar, pois ele era o provedor.

Mais uma vez o desejo de morrer foi por não confiar no Senhor e o tratamento foi o confronto com as promessas de Deus e a interpretação da realidade pela perspectiva correta.

✓ Jesus

O caso de Jesus foi deixado para ser tratado à parte, pois sua tristeza não foi ocasionada pelas mesmas razões dos outros personagens. 

O autor do texto faz duas afirmações e a implicação óbvia é a de que Jesus precisava mesmo era de um tarja preta. São elas: a) Jesus passou por uma depressão profunda e b) ele desejou morrer.

Essas afirmações resistem a um exame do texto? Creio que não, como veremos. 

Depois de três anos ensinando os discípulos, curando e anunciando o reino, se aproximava a hora em que o Senhor derramaria o seu sangue para redimir o pecador. Ele chama seus discípulos e sobe o Getsêmani a fim de orar e chamando à parte Pedro, Tiago e João afirma estar profundamente triste, até a morte. Essa frase expressa a profunda tristeza de Jesus, mas será que revela que ele desejou morrer? Olhando para o versículo seguinte fica bem claro que não. Nele Jesus ora rogando ao Pai que, se possível, passasse dele o cálice, ou seja, ele pede exatamente o contrário, pede para não ir para cruz.

O que angustiava Jesus era justamente a morte, pois ela significaria receber a ira de Deus pelos pecados do seu povo, que ele estaria assumindo no Calvário. Por causa dos nossos pecados o Senhor morreria e sentiria o desamparo do Pai, a ponto de clamar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46).

A afirmação de que Jesus estava triste e pedindo a morte por estar com depressão é então uma falácia. Nem todo o Prozac do mundo aliviaria sua tristeza por ter a comunhão perfeita com o Pai quebrada por causa dos nossos pecados.

Quando o autor afirma, portanto, que Jesus pode compadecer-se de nós por ter sido tentado da mesma forma, ele faz uma afirmação correta, mas parte de uma premissa equivocada. Jesus não pode compadecer-se de doentes por ter experimentado a doença da depressão, mas compadecer-se de homens que são tentados a não confiar no plano de Deus, por ter ele mesmo sido tentado a abandonar o Calvário, mas, em vez disso, ter se submetido à vontade do Pai ao declarar: “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39). É por isso que o escritor de Hebreus afirma que “foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (4.15).

Como podemos evitar a depressão?

Existem algumas coisas que aqueles que sofrem de depressão podem fazer para aliviar a sua ansiedade. Eles devem se certificar de que estão permanecendo na Palavra, mesmo quando não sentem vontade. As emoções podem nos desviar do caminho, mas a Palavra de Deus permanece firme e imutável. Nós devemos manter forte a fé em Deus, e nos aproximarmos dEle ainda mais quando sofremos provas e tentações. A Bíblia nos diz que Deus jamais permitirá que sejamos tentados além do que possamos suportar (1 Coríntios 10:13). Apesar de estar deprimido não ser um pecado, uma pessoa ainda é responsável pela forma como responde à aflição, incluindo a busca pela ajuda profissional de que precisa. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15).

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Gratidão



A gratidão move o coração de Deus!!!

Há diversas passagens bíblicas onde descrevem a alegria do Senhor quando encontra um coração agradecido, quando encontra uma pessoa que embora não esteja vivendo uma vida favorável, não olha para as dificuldades e  agradece a Deus por tudo tendo a certeza que apesar das circunstâncias desfavoráveis, Deus SEMPRE fará o melhor para ela.
A gratidão realmente move o coração de Deus!!!
Vamos estudar um pouquinho mais sobre a importância de sermos gratos a Deus por tudo. 


Para não deixar dúvidas, primeiramente vamos entender um pouco sobre o significado da palavra gratidão: 

               GRATIDÃO 

  1. substantivo feminino
    1. 1
      qualidade de quem é grato.
    2. 2
      reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc.; agradecimento.


  2. Veremos logo abaixo o que diz a palavra de Deus:

  3. “E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês, por estarem unidos com Cristo Jesus.” (1 Tessalonissenses 5:18)


  4. 6- MOTIVOS PARA SERMOS GRATOS À DEUS

 É óbvio que temos muito mais motivos para sermos gratos á Deus, porém iremos exemplificar abaixo apenas seis:

1- Porque Ele nos fez de forma especial.


Lá no livro de Gênesis 1.26. Queremos destacar neste versículo duas verdades importantíssimas, para a compreensão da forma especial que Deus nos criou.


a) Deus nos fez únicos.



Você já parou para pensar neste grande milagre que Deus realizou em sua vida? Não há ninguém no mundo que seja igual a você. Mesmo os gêmeos chamados univitelinos, ou seja, aqueles que são gerados em uma única placenta, são diferentes. Isto revela que somos importantes para Deus! Ele nos fez únicos! Somos então especiais para Ele. Agradeçamos a Deus, pelo seu cuidado todo especial em nos criar únicos no mundo.

b) Deus nos fez semelhantes a Ele.



A Bíblia diz que Deus nos fez “conforme a Sua imagem e semelhança”. Esta semelhança não é física porque Deus é Espírito. Portanto, não tem forma. Somos semelhantes a Deus, porque quando fomos criados, Ele colocou em nós características Dele. Deus é Amor; nós também fomos criados com a capacidade de amar. Deus construiu todo o universo; o homem também tem a capacidade de construir, projetar inventos e outros. Deus criou o homem para se relacionar com Ele; o homem não consegue sobreviver sem se relacionar. É nesse sentido que somos semelhantes a Deus. Percebeu o quando fomos feitos por Deus de forma especial? Agradeçamos a Ele, pois nossa vida é um milagre! Deus é merecedor do nosso agradecimento.

2- Porque Ele nos amou primeiro.


Leiamos João 3.16. Este Versículo é considerado por muitos como o coração da Bíblia. Isto, porque, nele encontramos todo o querer de Deus para com o homem, obra prima da Sua Criação. Toda a Bíblia se interliga com este maravilhoso versículo. Nele, encontramos a grande verdade do amor de Deus. Amor este incondicional. Deus não esperou que nós O amássemos para nos amar; pelo contrário, ao ver o homem caído, afastado Dele, em razão do pecado, (Romanos 3.23) Ele dá ao homem a maior prova de amor que este podia esperar. Deus deu o Seu único Filho, Jesus para vir ao mundo morrer para trazer salvação ao homem perdido. Deu amou o mundo... Deus ama você! A Salvação de Deus é para todos os homens! Agradeçamos ao Senhor porque Ele nos amou primeiro.


3- Porque temos uma família especial na terra; a Sua Igreja.


Vejamos em Mateus 16.18. - A Rocha que Jesus falou, é Ele mesmo. A Igreja do Senhor Jesus está edificada sobre Ele mesmo, e as portas do inferno não prevalecem contra a Sua Igreja. Todo aquele que aceita Jesus como Salvador de sua vida, passa a fazer parte desta maravilhosa família, composta daqueles que foram salvos por Jesus. É um grande privilégio, podermos fazer parte desta maravilhosa família que caminha para os céus. O nosso viver diário deve refletir o agradecimento, por pertencermos a esta especial família lavada e remida pelo sangue do Cordeiro que é Jesus.

4- Porque Ele supre todas as nossas necessidades.

Deus sempre supre as nossas necessidades e não nos deixa falta NADA, absolutamente NADA!


"Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.
Temei ao Senhor, vós, seus santos, porque nada falta aos que o temem.
Os leõezinhos necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará". (Salmos 34:8-10)

Deus nos dá alimentos e as necessidades da vida (Mateus 6:11,30-34;João 6:11; 1 Timóteo 4:3-4).
Somos abençoados com famílias (Rute 4:12-14; Salmo 127:3; Provérbios 31:10,29-30).
A presença e o bem-estar/segurança de pessoas queridas (Atos 28:15; Efésios 1:16; 1 Tessalonicenses 1:2).
A proteção divina e as vitórias nesta vida (Êxodo 15:1-2; Esdras 8:31).
Devemos orar e agradecer por todos os homens (1 Timóteo 2:1).
Quando estamos em Cristo Jesus, é  Deus quem providencia tudo para a nossa vida.

"O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo" (Filipenses 4:19) 

5- Porque Deus tem planos pra nossa vida. 


“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” – Jeremias 29:11
Este versículo nos fala que Deus nos conhece e que Ele tem bons planos para nós, que Ele soberanamente dirige nossas vidas. Suas palavras nos lembram que Deus ouve nossas orações e nos convida a buscá-Lo e conhecer-Lo. Durante os tempos de incerteza, esta promessa é profundamente reconfortante. Não podemos ver o futuro, mas este versículo nos dá ânimo e promete que Deus tem um futuro e esperança para cada um de nós.
O plano de Deus nem sempre é o que pensávamos que ia ser. Mas o plano de Deus é sempre o melhor mesmo se não entendemos no momento. Sabemos porém, que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam.(Romanos 8:28) Sabemos que quando Deus fecha uma porta, ele abre outra. Sabemos que Deus está trabalhando através de todos os eventos em nossas vidas para nos tornar mais e mais dependente Dele para tudo que precisamos. Precisamos realizar que o plano de Deus nem sempre é o mais fácil do nosso ponto de vista, mas é sempre o melhor.

Deus vê o nosso amanhã antes que se torne o nosso ‘hoje.’ Ele vê o início da nossa vida e Ele vê o fim e tudo entre o começo  e o fim. Salmo 139:16 diz: “Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.” Deus sabe os planos que Ele tem para nós.


6-  Porque em Cristo Jesus, somos mais do que Vencedores.


Muitas pessoas pensam que se aceitarem a Jesus como Salvador, elas ficarão livres das lutas. Não é isto que a Palavra de Deus nos ensina. Jesus nos mostra no versículo que lemos que no mundo nós teremos aflições. Contudo, como seus filhos, devemos ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo. Que maravilha! Que grande bênção! Saber que não estamos sozinhos, saber que por mais difícil que seja a nossa luta, Jesus estará conosco, nos fazendo... (João 16:33)

Vitoriosos. Ele é a razão da nossa vitória! Louvemos ao Senhor, agradeçamos a Ele, a grande bênção de em Cristo Jesus sermos mais do que vencedores! (Romanos 8.37)

Conclusão:
Devemos crer no Senhor e ser gratos SEMPRE! Só Nele poderemos ter a verdadeira felicidade.


"Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo porém, sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e súplica,  com ações de graças." (Filipenses 4:6)



Para refletir:
Será que temos sidos gratos a Deus por tudo? 
A nossa vida tem expressado gratidão a Deus? 
Estamos olhando para a grandeza de Deus ou para as circunstâncias ao nosso redor?




quinta-feira, 31 de março de 2016

Perdão


Todos os dias temos motivos para perdoarmos ou pedir perdão ... Desentendimentos, brigas, injustiças, calúnias, mágoas ... São alguns exemplos geradores da falta de perdão. O perdão só existe porque todos nós podemos cometer erros, o que não significa que devemos errar por conta. Devemos lembrar porém que o perdão é uma DECISÃO e não uma emoção!!! 

Muitos ficam presos por que esperam sentir vontade para poder liberar o perdão. Temos que entender que NUNCA vamos "sentir" vontade de perdoar, a não ser que decidamos dar o um passo em direção, ter à disposição para agir em prol de deixar que o nosso espírito fale mais alto que a nossa natureza ranzinza e cheia de falhas. Não devo perdoar só quando eu sentir, tenho que me dispor a perdoar e pedir perdão mesmo sem vontade, tendo a certeza que estou buscando em Deus construir relacionamentos saudáveis 🙏🏻🙏🏻🙏🏻

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas." Mateus 6:14-15 


O perdão é uma decisão da vontade. Uma vez que Deus nos manda perdoar, temos que fazer uma escolha consciente de perdoar. Isto liberta aquele que perdoa do passado. O ofensor pode não desejar o perdão e pode não querer modificar, porém Jesus disse:“Mas eu vos digo, amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mateus 5:44. Idealmente, o ofensor vai querer a reconciliação, mas se não, o prejudicado deve ainda dar a conhecer a sua decisão de perdoar.

1) Perdão não é uma escolha

É comum escolhermos o que vamos perdoar, baseados naquilo que acreditamos ser "perdoável" ou não. Algumas pessoas acreditam, por exemplo, que alguém que comete o mesmo erro conosco mais de uma vez, não merece ser perdoada. Então elas criam uma espécie de "escala de perdão".  Mas a Palavra de Deus nos mostra que, perdoar não é uma escolha, mas uma ordem! Veja o que Jesus disse: "Tomem cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: Estou arrependido, perdoe-lhe" (Lucas 17:3-4).

2) Perdão não é um sentimento

Sentir vontade de perdoar é muito bom. Mas a verdade é que quase nunca isso acontece! Se analisarmos os nossos sentimentos, encontraremos raiva, mágoa e desejo de vingança em nosso coração.  Por isso a Bíblia nos mostra que o perdão não deve ser fruto da emoção, e sim da razão.

É claro que o sentimento pode estar envolvido no ato de perdoar, mas, se não estiver, a razão tem que prevalecer. Quando Pedro perguntou a Jesus sobre o quanto devemos perdoar, Ele deu uma resposta impactante: "Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?. Jesus respondeu: Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete" (Mateus 18:21,22).

Só conseguiremos cumprir esse mandamento se tivermos uma vontade racional de perdoar e agradar ao Senhor. Se formos levados pela emoção, não vamos conseguir perdoar nem uma vez, quanto menos setenta vezes sete!

3) Perdão fingido não é perdão

Fingir o perdão é algo que muitas pessoas fazem, pois torna as coisas mais "fáceis". Eu mesmo já fingi ter perdoado uma pessoa só porque precisava continuar convivendo com ela. Mas depois de um tempo, Deus me mostrou que eu ainda não tinha perdoado, porque não era algo verdadeiro, vindo do meu coração. Então, eu chamei a pessoa e liberei o meu perdão com sinceridade. (Se você está sempre criticando e apontando os defeitos do outro, este é um sinal de que você ainda não perdoou esta pessoa).

4) Perdão não é esquecer

Conheço muitas pessoas que não liberam o perdão por acharem que, por elas se lembrarem do que ocorreu, significa que não houve o perdão. Mas, se nos basearmos nesse modo de pensar, nunca conseguiremos perdoar ninguém! Quando somos agredidos ou ofendidos de alguma forma, o nosso cérebro guarda aquelas informações tão intensamente, que dificilmente nos esqueceremos um dia.

Então, quando você perdoa, não significa que você esqueceu o que o outro fez com você, mas sim de que você não leva mais em conta. Quem perdoa, se lembra do que aconteceu, mas também se lembra que decidiu liberar perdão e isso traz paz ao coração. Veja o que Deus disse para o povo de Israel: "Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados" (Jeremias 31:34). Essa passagem diz que Deus não se lembrará mais dos pecados daquele povo, mas eu te pergunto: Será que o Deus Todo Poderoso pode se esquecer de alguma coisa? É claro que não! Com isso, o texto mostra que Deus não os culpa mais pelos pecados confessados, pois Ele já os perdoou.

5) Aquele que não perdoa não será perdoado 

Mesmo diante de todas essas verdades citadas aqui, existem muitas pessoas que não estão dispostas a perdoar. O problema é que essa decisão coloca essas pessoas diante do julgamento de Deus: "Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas" (Mateus 6:14-15).

Pode parecer terrível, mas Deus não perdoa aqueles que não querem perdoar, pois Ele demonstrou o maior ato de perdão, ao enviar Seu Filho para morrer por nós, mesmo sendo tão pecadores! Por isso, a falta de perdão pode trazer muitas coisas ruins. Ela nos leva para longe da presença do Senhor e abre brechas para que o inimigo atue em nossas vidas. Em Isaías 59:2 está escrito: "As suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá".

Essa é uma das razões pela qual tantas pessoas sofrem com doenças físicas e emocionais. A falta de perdão e o distanciamento de Deus gera uma ferida espiritual muito grande na pessoa, que tende a aumentar com o passar do tempo.

Conclusão

Diante dessas cinco verdades sobre o perdão, não resta dúvidas de que perdoar é preciso. É o melhor caminho a seguir, por mais que seja difícil e fira o nosso orgulho. Muitas vezes, não perdoamos porque achamos que somos melhores que os outros, mas devemos nos lembrar que nós também temos defeitos e pecamos, e mesmo assim Deus sempre nos dá uma nova chance. Quando perdoamos, nós nos aproximamos de Deus e isso nos traz paz, saúde física, mental e espiritual. Por isso, se você foi ferido ou magoado por alguém e ainda não a perdoou, tome coragem e a procure o quanto antes. Tenha a disposição e inclinação certa, Deus se agradará de você e te trará para mais perto Dele!!!




segunda-feira, 28 de março de 2016

Retaliação


Livrando-se das Retaliações

O que entendemos por retaliações?

- Retaliação é um ataque demoníaco que nos atinge em nosso corpo, alma ou espírito, quando há em nós alguma brecha.

As pessoas têm um pensamento errôneo de que retaliações vêm do nada sobre uma vida e que ali se estabelece sem um motivo e desestabiliza a vida de uma pessoa.

Primeiramente devemos fazer a distinção de Retaliação com Contra-Ataque.

Retaliação acontece quando em nós há uma brecha, ou uma legalidade para o diabo agir, e contra-ataque é uma coisa, até considerada normal, dependendo do seu nível de intensidade. Contra-Ataques acontecem, pois guerras envolvem ataques e também defesas.

Como combater as retaliações

  1. Aumento da base de Intercessão
  2. Intercessão em grupo
  3. Fidelidade na vida de oração
  4. Vigilância
  5. Guardar o Coração
  6. Cobertura Espiritual
  7. Prestação de Contas

Aumento da Base de Intercessão

Quando um ministério cresce, sua base deve crescer junto. Todos nós sabemos que qualquer ministério no Reino de Deus “começa pelos joelhos”, ou seja, a oração. A oração é a chave espiritual que abre as portas e é também a arma que fecha as portas na cara do diabo. A base de um ministério sólido e forte é a oração. Não devemos ser inconseqüentes como na parábola dos homens que construíram uma torre e não tinham dinheiro para terminá-la (*Lc 14:28-30), só que hoje ao invés disso, ocorre o seguinte: Ministérios mal estruturados, onde a base é pequena e o teto é amplo, assim, sabemos que o fim disso tudo será em uma grande ruína.

“Como poderia um só perseguir mil, e dois pôr em fuga dez mil?” *Dt 32:30

Devemos ter a prudência de manter a retaguarda com a mesma força e base de uma frente de ataque. Isso é um princípio para se manter longe de retaliações.

Intercessão em Grupo

Temos que entender o princípio básico do poder da concordância na oração. Uma base de intercessão pode até ser forte, e pode até ter um tamanho considerável e estável na oração, mas é bastante diferente orar sozinho do que orar em grupo. Percebemos um aumento exponencial de poder quando há concordância na oração. Um exército disperso pode ser mais facilmente atacado, pois é bastante vulnerável. Mas o poder da unidade produz força.

Orar em grupo é a melhor coisa para evitar as setas que voam em busca de desventurados solitários espirituais. Pois é mais fácil se perder sozinho do que acompanhado, pois:

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho, pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante.” *Ec 4:9-10

Fidelidade na vida de oração

Percebemos que a oração e a vigilância são os princípios básicos que devem ser seguidos para prevenir as retaliações. Nada pode substituir o poder da verdadeira SANTIDADE na vida de pessoa.

O poder da oração também é demonstrado na vida de uma pessoa pela persistência. Muitas pessoas vivem no dia a dia, mas não conhecem o poder de uma oração fiel.

Dificilmente teremos tempo para realizar uma devocional de oração, mas antes da oração ser um fardo ela deve ser um prazer.

Deus não quer que nos atribulemos para realizarmos devocionais de orações, porém Ele quer que a oração seja um estilo de vida, que ela faça parte de nosso dia a dia.

Não desprezamos o poder de uma devocional sincera de oração, porém sabemos que Deus espera mais de uma vida de oração.

Devemos ser fiéis em nossa vida de oração e nas nossas devocionais de oração que devem ser feitas, mas que não nos martirizemos por elas, pois, oração é um estilo de vida e não um fardo.

Ser fiel na vida de oração, demonstra fidelidade espiritual e ministerial e, também fecha as portas que são abertas todo dia em nossa vida que tentam nos destruir, além de nos aproximar mais de Deus.

Vigilância

O crescimento em oração também pode ser perigoso, se não houver o direcionamento do Senhor. Cada passo em uma batalha deve ser dado pelo poder do Senhor, por isso devemos sempre estar em pleno contato e comunhão com Deus, e termos o discernimento de perguntar para o Senhor o que é que devemos fazer.

Se não estivermos debaixo do direcionamento do Senhor em que fizermos, iremos ter retaliação. Cada passo deve ser dado em direção ao que o Senhor deu. Por isso devemos seguir ao Senhor em todos os seus conselhos.

Guardar o Coração

Guardar o coração é outro princípio para nos manter longe de retaliações, porque, depois de uma batalha é normal sairmos um pouco tontos ou desestabilizados, até mesmo emocionalmente afetados.

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” *Pv 4:23

Se nós não resguardarmos o nosso coração poderemos nos ferir ainda mais,com os sutis ataques do diabo no pós-guerra. Tomemos exemplos diários de pessoas que se feriram após uma guerra, e que foram capazes, além de se desviar, ainda de levar muita gente com eles.

Temos visto casos de pessoas que abriram seitas porque tinham grandes partes amarguradas não curadas em seu coração, como no caso de David Berg, que fundou a seita “A Família de Deus”.

“Enganos é o coração do homem, mais do que todas as coisas e, desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” *Jr 17:9

Devemos curar o nosso coração dos golpes do diabo, e dos golpes dados até mesmo pelos homens, e por nós mesmos, devemos ter cuidado com as discussões e com as paixões platônicas, as decepções podem fazer um grande efeito se abater sobre nós.

Cobertura espiritual

Devemos sempre ter alguém para nos cobrir em oração e em aconselhamento, isso pode ser crucial na vida de qualquer cristão.

Ter alguém que sempre está como autoridade espiritual sobre nossa vida, as vezes não como autoridade ministerial, mas sim como um suporte e apoio ministerial, isso é benção.

Entendemos que a cobertura espiritual é algo muito importante, porque é como se fosse um caso de “paternidade” ministerial e espiritual, pois um “pai” protege seus filhos, e isso é a ordem natural das coisas.

Ter alguém que pode sempre nos abençoar, orar e até mesmo nos aconselhar em questões complicadas é um padrão divino para nós. É como se fosse um discipulado.

Discipular também é um principio de proteção espiritual, onde sempre haverá alguém responsável por cobrir alguém espiritualmente.

Conclusão

Livrar-se de retaliações é algo que é real quando estamos debaixo da mão do Senhor. Não demos brecha para o diabo agir.

Sabemos que pecados, todos nós temos, e que, libertação é um processo progressivo e contínuo. Todos os dias de nossa vida nós precisamos dela, mas que em certas alturas da vida nós nos desviamos um pouquinho dos planos de Deus, isso acontece, mesmo que seja por um curto período de tempo, é próprio do homem, mas não devemos ser tomados pela acusação do diabo, pecado deve ser considerado como um acidente na vida de qualquer cristão, porém devemos evitá-lo.

Só existe um pecado diante de Deus que não pode ser perdoado, o que não é confessado!

(*Blasfêmia contra o Espírito Santo é uma recusa consciente da manifestação de Deus, por isso, ela não pode ser perdoada, mas sim porque a pessoa não crê e não deseja ser perdoada, ela sabe que Deus existe pois foi manifestado a ela, porém ela o recusa, isso que é a recusa do Espírito Santo, consciente).

sexta-feira, 25 de março de 2016

Quando um pai não disciplina seu filho



Disciplina é um ato de amor!!!

Muitos pais erram na criação de seus filhos! Neste estudo de hoje veremos um pouco da importância de conhecermos e aplicarmos os ensinamentos da palavra de Deus em nosso lar.
O que é disciplina e qual a sua importância na criação de nossos filhos? 
A questão da disciplina dentro da família encontra-se bem tratada na Palavra de Deus. E o Novo Testamento até a utiliza para demonstrar como Deus não age diferente dentro de sua própria família espiritual:

Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que Ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”.
SUPORTE AS DIFICULDADES, RECEBENDO-AS COMO DISCIPLINA
"E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do SENHOR, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.
Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela." (Hebreus 12:5-11)

Esse simples texto da Bíblia que lida com a questão da repreensão e castigo resume muito bem a essência da disciplina.
O texto inteiro foi baseado no seguinte versículo de Provérbios: “Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR nem se magoe com a sua repreensão.” (Provérbios 3:11 NVI)
O Novo Testamento fez assim uma referência bem relevante, pois não há livro em toda a Bíblia que contenha mais orientação sobre disciplina de filhos do que Provérbios.
Não corrija seus filhos apenas com palavras! Seja firme e nunca incubra seus erros, ao contrário, discipline-o mostrando o caminho certo.
Muitos pais erram achando que estão certos na criação de seus filhos. Encobrem erros e não o corrigem por temerem magoar seus filhos, pensando assim que estão protegendo-os e amando-os. 

O livro de Provérbios é um livro que explica muito bem o que é a disciplina, então todos os pais mencionados na Palavra de Deus sabiam aplicá-la? Não.
Nem todos os pais da Bíblia corrigiam seus filhos. Alguns escolhiam simplesmente a correção verbal, e nada mais. O sacerdote Eli, por exemplo, criou os filhos no sacerdócio e, quando se tornaram homens, eles cometiam freqüentemente pecados contra Deus. Eles estavam até violando os sacrifícios oferecidos a Deus na casa de Deus:

Os filhos do sacerdote Eli eram negligentes e não se importavam com Deus e seus ensinamentos. Eles não obedeciam aos regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo. Assim os filhos de Eli tratavam com muito desprezo as ofertas trazidas a Deus, o SENHOR. E para o SENHOR o pecado desses moços era muito grave. (1 Samuel 2:12,13a,17)

Eli via os pecados de seus filhos e, como todo pai bonzinho, não ficava em silêncio. Ele sempre abria a boca para dar uma bronca neles, mas tudo não passava das broncas, Eli simplesmente não tinha nenhuma ação enérgica para frear a atitude errada dos filhos.

“Eli já estava muito velho. Ele ouvia falar de tudo o que os seus filhos faziam aos israelitas e também que eles estavam tendo relações com as mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda Sagrada. Então Eli disse: — Por que é que vocês estão fazendo essas coisas? Todos me falam do mal que vocês estão praticando. Parem com isso, meus filhos! Eu estou ouvindo o povo do SENHOR Deus dizer coisas terríveis a respeito de vocês! Se uma pessoa peca contra outra, o SENHOR pode defendê-la. Mas quem pode defender aquele que peca contra Deus?” (1 Samuel 2:22-24,25a.)

HÁ PAIS QUE SE CALAM DIANTE DE PECADOS HORRÍVEIS DOS PRÓPRIOS FILHOS
Nem ousando mencionar para eles que parem seu comportamento sexual errado, mas essa fraqueza Eli não tinha. Ele apontava os erros no nariz dos filhos. No entanto, a Palavra de Deus revela claramente a reação dos filhos de Eli às repreensões do pai e a reação do Senhor à desobediência e teimosia deles: “Mas eles não ouviram o pai, pois o SENHOR havia resolvido matá-los.” (1 Samuel 2:25)

Deus, em seu amor, faz visitações proféticas a Eli a fim de alerta-lo para correção de seus atos equivocados de pai e sacerdote do lar. 

Como sacerdotes do Senhor, tanto Eli quanto seus filhos conheciam muito bem a Palavra de Deus. Mas mesmo assim, os filhos de Eli estavam decididos a desobedecer à Palavra de Deus e ao seu próprio pai, e Eli estava decidido a não disciplinar ninguém — limitando-se no máximo a passar um sermão. Já que todos estavam assim decididos contra as ordens e conselhos da Palavra de Deus, Deus também resolveu decidir: ele decidiu que a solução para os filhos de Eli era a pena de morte.

Apesar de que Eli estava entristecendo muito a Deus pela sua falta de ação, Deus sempre demonstrou misericórdia, na esperança de que Eli pudesse se arrepender e finalmente assumir a postura de um pai que age. Através de mensagens proféticas, Deus deixou bem claro para Eli que ele queria muito mais do que só palavras. Se os filhos teimavam em desobedecer, a obrigação de Eli era, além de repreender, tomar medidas concretas. Foi nesse ponto que Deus mandou um profeta a Eli:

Veja a exortação de Deus que Eli recebeu lá em
 (1 Samuel 2:27-36)

Deus já havia decidido que a penalidade para as ofensas que os sacerdotes Hofni e Finéias estavam cometendo era a morte.
Mas como Eli não queria cumprir sua responsabilidade como pai e como supremo sacerdote de punir severamente as maldades deles, a maldição e pena de morte que estavam sobre Hofni e Finéias cairiam sobre a família inteira de Eli. Deus falou também através do menino Samuel para avisar Eli:

“E o SENHOR disse: — Eu vou fazer com o povo de Israel uma coisa tão terrível, que todos os que ouvirem a respeito disso ficarão apavorados. Naquele dia farei contra Eli tudo o que disse a respeito da família dele, do começo até o fim. Eu lhe disse que ia castigar a sua família para sempre porque os seus filhos disseram coisas más contra mim. Eli sabia que eu ia fazer isso, mas não os fez parar. Por isso, juro à família de Eli que nenhum sacrifício ou oferta poderá apagar o seu terrível pecado.” (1 Samuel 3:11-14)

Depois de tal repreensão divina, um homem sábio se prostraria diante de Deus, agradeceria sua visitação sobrenatural, pediria perdão e se comprometeria diante do Senhor a agir de acordo com a Palavra de Deus, castigando quem merecia ser castigado, mesmo que envolvesse um castigo de pena capital. Mas qual foi a reação de Eli quando Samuel lhe entregou o recado profético?

“Então Samuel contou tudo, sem esconder nada. E Eli disse: — Ele é Deus, o SENHOR. Que ele faça tudo o que achar melhor!” (1 Samuel 3:18)

Em outras palavras, Eli quis dizer: “Se Deus quiser agir e fazer o que eu mesmo não estou fazendo, ele pode fazer o que ele quiser, mas eu não vou agir e não tenho coragem e nem animo para tal feito. Que Deus aja sozinho”. Como se diz, ele tirou o corpo fora — não aceitando a chance de colaborar com Deus na ordem da família de Deus e na própria família dele! Ele queria simplesmente continuar tratando seus filhos adultos do mesmo jeito que ele vinha tratando-os desde a infância: sem lhes ministrar castigo físico.

Conseqüências da negligência de um pai

Eli evitou sua responsabilidade de castigar, e as maldições sobre Hofni e Finéias se cumpriram, atingindo muito mais do que suas próprias vidas — afetando a nação inteira de Israel. Quando Israel enfrentou seus terríveis inimigos filiteus em batalha — sob a liderança “espiritual” de Hofni e Finéias —, houve grande derrota. Os israelitas descobriram, da pior forma, que estavam sem proteção espiritual:

“ — O povo de Israel fugiu dos filisteus! — respondeu o mensageiro. — Foi uma terrível derrota para nós. Além de tudo, os seus filhos Hofni e Finéias foram mortos, e os filisteus tomaram a arca da aliança. Quando ouviu falar na arca, Eli caiu da cadeira para trás, perto do portão da cidade. Ele estava muito velho e gordo. Por isso, quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Eli foi o líder do povo de Israel quarenta anos.” (1 Samuel 4:17-18)

Eli não se preocupou muito com a morte dos filhos, pois ele já sabia que não havia outro destino para eles. Ele se preocupou mais com o destino da arca. Contudo, se ele tivesse agido energicamente, sua família não receberia maldição nem a arca seria tomada.

Poucos anos depois, praticamente toda a família sacerdotal de Eli foi brutalmente assassinada pelo rei Saul (cf. 1 Samuel 22), cumprindo-se assim a palavra profética dirigida a Eli: “E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta”. (1 Samuel 2:33b). A teimosia de um pai em não punir a teimosia e maldade dos próprios filhos removeu a segurança espiritual que poderia proteger os netos, bisnetos e outros familiares de Eli contra a fúria cega e assassina de Saul anos depois. Isso nos revela uma maldição hereditária que teria se instalado apartir da postura errada de Eli. 
 Vejamos logo abaixo alguns versículos que nos orientam na correção de nossos filhos:

“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24)

“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24)

“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)

“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)

“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)

“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)

“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)

“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)

“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)

“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)

“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)

“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)

“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)

“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)

“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)

“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)

“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)

“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)

“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)

Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apóia o excesso e a violência:

“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)

“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)

“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)

“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)

“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)

Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco.

A falta de disciplina pode representar derrota em muitas áreas para pais cristãos negligentes, que abrem a boca para repreender e mais nada. Embora os meios de comunicação freqüente e insistentemente destaquem os abusos de pais que utilizam a violência no lugar da disciplina, não há espaço igual para alertar o público sobre os perigos da falta de disciplina. Aliás, a elite liberal e esquerdista — dona dos meios de comunicação — escolheu o radicalismo no lugar do bom senso, preferindo apoiar esforços para proibir toda forma de castigo físico em crianças, tornando a falta de disciplina a norma em toda a sociedade.

O ponto preocupante é que se a falta de disciplina em lares cristãos fortes pode provocar grandes prejuízos, o que poderia ocorrer então a uma sociedade inteira que se deixou seduzir pela propaganda enganadora de que toda disciplina física equivale à violência? A Palavra de Deus pode não ter sido escrita por especialistas em psicologia, mas uma Mente Sábia está por traz de sua orientações. Trocar essas orientações por conselhos e leis da moda podem trazer alívio e acomodação no presente, mas também o espectro de um futuro incerto e sombrio, pois não há indivíduo ou sociedade que tenha experimentado sucesso rejeitando as orientações da Palavra de Deus.

Certos entendidos da Bíblia gostam de afirmar que algumas passagens da Bíblia não são mais válidas, porque na opinião deles sua aplicação só tem relevância para a cultura e sociedade do passado. Por exemplo, se Eli e Davi utilizassem a vara para disciplinar seus filhos, esses entendidos concluiriam, conforme seus próprios desejos, que o uso da vara como instrumento de correção no lar tinha uma aplicação cultural para aquela época que hoje não mais tem. Mas a realidade é bem outra, de modo que seria muito interessante ver esses estudiosos se contorcendo para interpretar, contra seus próprios gostos, que a falta de disciplina é uma prática cultural do antigo Israel sem valor para os dias de hoje! Mas esses estudiosos não agem assim. Só quando lhes é conveniente é que eles reinterpretam a Bíblia utilizando o argumento cultural.

A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana

Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.

Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.

No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas. Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:

“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”. (Apocalipse 2:20-23 NVI)

Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos. A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:

“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”. (Provérbios 22:6 NTLH)

Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.



Tenha cuidado pra não fazer como Eli e seus filhos podem estar sofrendo castigo eterno por não reconhecerem o valor do castigo físico aqui na terra. Pai e filhos podem estar pagando o mesmo preço, por causa de seus pecados.
E lembrem-se que a Palavra de Deus adverte:

“Não fique com medo de corrigir seus filhos; uma surra não os matará. Uma boa surra, aliás, pode salvá-los de algo pior do que a morte.” (Provérbios 23:13-14 MSG)