sexta-feira, 30 de março de 2018

Apostasia

O que a bíblia define como apostasia?

Apostasia significa o abandono e a negação da fé. Ou seja, a negação daquilo que se crê, ou melhor, que se cria anteriormente. De uma forma bem simples, apostasia na Bíblia é a negação do ensino bíblico e o afastamento das pessoas da vontade de Deus. A apostasia acontece quando a pessoa renega sua fé e deixa para trás tudo aquilo que cria, abandonando totalmente a filosofia de vida pautada na Palavra de Deus.

Exemplos de apostasia na Bíblia

Destaco aqui na Bíblia um exemplo de dois homens que apostataram da sua fé, ou seja, que a abandonaram e a negaram. Vejamos:

“Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.” (2 Timóteo 2. 17)

Notem que estes dois homens (Himeneu e Fileto) estavam pregando algo contrário ao que as Sagradas Escrituras (a verdade) ensinavam e foram rapidamente identificados por Paulo como apóstatas. Geralmente o apóstata tem dificuldade de se arrepender e defende a sua “doutrina” com unhas e dentes. Daí a necessidade de serem rapidamente questionados e combatidos. Himineu, Fileto e outros, traziam confusão no seio da igreja, negando a verdade da Palavra de Deus que outrora criam.

Isso nos leva a entender que é muito importante que a liderança da igreja de Cristo esteja atenta com relação a pessoas apóstatas, principalmente aquelas que tem o prazer de disseminar heresias e todo tipo de falsa doutrina, questionando elementos fundamentais da palavra de Deus.

Alguns exemplos de apostasia em Israel

Os primeiros dois mandamentos da Lei condenavam toda apostasia. (Êx 20:3-6) E, antes de os israelitas entrarem na Terra da Promessa, eles foram avisados do grave perigo da apostasia resultante de casamentos com pessoas daquele país. (De 7:3, 4) Mesmo que alguém que incitasse outros à apostasia fosse parente próximo ou o cônjuge, ele devia ser morto por ter ‘falado em revolta contra Jeová, vosso Deus’. (De 13:1-15) As tribos de Rubem, Gade e Manassés agiram rapidamente para exonerar-se duma acusação de apostasia, que surgiu devido a terem construído um altar. — Jos 22:21-29.

Muitos dos reis de Israel e de Judá seguiram um proceder apóstata — por exemplo, Saul (1Sa 15:11;28:6, 7), Jeroboão (1Rs 12:28-32), Acabe (1Rs 16:30-33), Acazias (1Rs 22:51-53), Jeorão (2Cr 21:6-15), Acaz (2Cr 28:1-4) e Amom (2Cr 33:22, 23). Com o tempo, desenvolveu-se uma nação de apóstatas, uma vez que as pessoas escutavam os sacerdotes e profetas apóstatas (Je 23:11, 15) e outros homens desprovidos de princípios, os quais, por meio de palavras suaves e falsos proferimentos, levavam-nas à conduta desenfreada, à imoralidade e a desertarem de Jeová, ‘a fonte de água viva’. (Is 10:6; 32:6, 7; Je 3:1; 17:13) Segundo Isaías 24:5, a própria terra se tornou “poluída [hha·nefáh] sob os seus habitantes, pois deixaram de lado as leis, mudaram o regulamento, violaram o pacto de duração indefinida”. Não se lhes concederia misericórdia na destruição predita. — Is 9:17; 33:11-14; Sof 1:4-6.

Que características distinguem os apóstatas dos verdadeiros cristãos?

Uma apostasia entre os professos cristãos foi predita pelo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2:3. Ele mencionou especificamente certos apóstatas, tais como Himeneu, Alexandre e Fileto. (1Ti 1:19, 20; 2Ti 2:16-19) Entre as diversas causas da apostasia apresentadas nos avisos apostólicos achavam-se: falta de fé (He 3:12), falta de perseverança em face de perseguição (He 10:32-39), abandono dos padrões morais corretos (2Pe 2:15-22), acatar “palavras simuladas” de falsos instrutores e “desencaminhantes pronunciações inspiradas” (2Pe 2:1-3; 1Ti 4:1-3; 2Ti 2:16-19; compare isso com Pr 11:9) e tentar “ser declarados justos por meio de lei”. (Gál 5:2-4) Os apóstatas, embora ainda professem ter fé na Palavra de Deus, talvez abandonem o serviço dele por tratar com descaso a obra de pregação e de ensino que ele designou aos seguidores de Jesus Cristo. (Lu 6:46;Mt 24:14; 28:19, 20) Talvez afirmem também servir a Deus, mas rejeitam os representantes dele, Sua organização visível, e depois passam a “espancar” seus anteriores companheiros, para impedir a obra destes. (Ju 8, 11; Núm 16:19-21; Mt 24:45-51) Os apóstatas freqüentemente procuram fazer de outros seus seguidores. (At 20:30; 2Pe 2:1, 3) Os que assim deliberadamente abandonam a congregação cristã tornam-se deste modo parte do “anticristo”. (1Jo 2:18, 19) Assim como se deu com os israelitas apóstatas, também se predisse a destruição dos que apostatam da congregação cristã. — 2Pe 2:1; He 6:4-8.

Durante o período de perseguição, que a primitiva congregação cristã sofreu às mãos do Império Romano, os cristãos professos foram às vezes induzidos a negar ser discípulos cristãos, e exigiu-se dos que fizeram isso indicar sua apostasia por meio duma oferta de incenso perante algum deus pagão ou a blasfemarem abertamente do nome de Cristo.

É evidente que há uma distinção entre uma ‘queda’ devido a uma fraqueza e o ‘desvio’ que constitui apostasia. Esse último subentende um afastamento definitivo e deliberado da vereda da justiça. (1Jo 3:4-8; 5:16, 17) Seja qual for a base aparente, quer intelectual, quer moral, quer espiritual, constitui uma rebelião contra Deus e uma rejeição de sua Palavra da verdade. — 2Te 2:3, 4.

A Bíblia também nos mostra que nos últimos tempos haverá um abandono da fé por parte de muitas pessoas. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1 Timóteo 4. 1).Justamente por não valorizarem a Bíblia, estas pessoas se perderão em ensinos que não vêm de Deus, ensinos de espíritos enganadores e de demônios.

Infelizmente estamos vivendo um tempo de grande apostasia no mundo, pois as pessoas têm rejeitado a Palavra de Deus, trocando-a por outros ensinos que têm “aparência” de verdadeiros, mas que as levam para cada vez mais longe de Deus. E o pior de tudo é que muitas igrejas têm sido totalmente apóstatas inventando doutrinas que não existem na Bíblia e transformando-se em igreja de satanás e não de Deus.

Fiquem atentos e não permita que a falta de conhecimento roube a palavra de Deus do seu coração ou mesmo que o excesso dele te torne uma pessoa "inteligente" o suficiente e a sensibilidade se perca em meios aos questionamentos bíblicos. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Perseguições

Muitas vezes nos perguntamos porque estamos passando por luta ou estamos sendo perseguidos se servimos a Cristo?
Mas antes precisamos entender o que significa a palavra perseguição...
Para entender o que ela significa, precisamos atentar para a palavra que Jesus usou. O cristão sofre perseguições quando é maltratado com palavras vis que são lançadas injustamente contra ele. Ele pode ser ofendido verbalmente, além de ser alvo de piada e de zombaria por parte dos outros. Pelo fato de sermos cristãos, é inevitável que isso nos aconteça. O próprio Cristo sofreu esse tipo de perseguição. Nosso Senhor Jesus Cristo, de forma injusta e cruel, foi humilhado, massacrado e insultado por muitos, especialmente no final de sua vida, e depois de ter feito grandes maravilhas no meio do povo. Jesus sabia que esse tipo de perseguição o esperava (Lc 6,32). E foi exatamente o que aconteceu com Ele antes e depois de ser pendurado na cruz. Ele foi zombado pelos soldados, (Mt 27,29-31); pelos que passavam perto da cruz (Mt 27,39-40); pelos líderes religiosos (Mt 27,41-43); pelos dois ladrões que estavam ao seu lado (Mt 27,44). Ninguém foi tão insultado e zombado quanto o Senhor Jesus Cristo. No entanto, Ele afirmou que seus discípulos sofreriam perseguição por meio de insultos e zombarias. “Como o Senhor, também os servos”, Ele disse. Seus discípulos foram os primeiros a serem zombados e insultados por causa de sua fé em Cristo.

E como podemos perceber, a vida cristã nem sempre é fácil. A Bíblia diz em Mateus 5:11-12 "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós." A Bíblia diz em 2 Timóteo 3:12-14 "E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido." 
A perseguição não dura para sempre, A Bíblia diz em 1 Pedro 5:10 "E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer." 
Há uma promessa para aqueles que são perseguidops pela sua família. A Bíblia diz em Mateus 19:29 "E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna." 
As provaçôes ajudam-nos a crescer espiritualmente. A Bíblia diz em Tiago 1:2-3 "Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança."
Nunca devemos esquecer que nosso foco e Cristo!!!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Provações

Que são provações na vida de um cristão?
São experiências e ou situações difíceis que Deus permite passarmos a fim de nos moldar e aprimorar para grandes conquistas futuras.

SEJA PROVADO E APROVADO POR DEUS

“Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam.” (Tg 1.12)

Ao estudar a bíblia, encontramos a ‘perseverança’ como fruto do evangelho na vida de grandes homens, ministros da palavra de Deus que tiveram sua fé aprovada, e instruções como as de Tiago, que nos incentivam a enxergar que as dificuldades podem se tornar boas oportunidades de nos aperfeiçoar.

Sabemos que neste mundo passaremos por provações, mas assim como tudo que nos acontece na vida, a nossa reação diante dessas, dependerá de como vamos querer enxergar essa situação em que estamos. Podemos focar nossa atenção toda em negatividade e nos ficar questionando o porquê de certas provações estarem acontecendo conosco. Não obstante, podemos, por outro lado, querer enxergar que tais provas fazem parte do plano de Deus em promover maturidade cristã nas nossas vidas.

No começo do capítulo 1, Tiago nos deixa o mandamento da alegria diante dos momentos difíceis: “Meus irmãos, considerem por motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança”. A nossa experiência vai comprovar que a maioria das grandes mudanças que ocorreram em nosso caráter, se deram em meio às provações. Por isso devemos reconhecer o valor que essas provas exercem nas nossas vidas, no que diz respeito à construção de um caráter aprovado por Deus.

Evidentemente, o poder transformador não está na dureza das tribulações, mas no Espírito Santo e soberania daquele que age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam. (Rm 8:28)

Devemos crer que em momentos difíceis, Deus é por nós. Como tem sido sua reação diante das provações em que você tem passado?

Gostaria de te desafiar a mudar sua perspectiva sobre as provações em sua vida, a enxergar o propósito maior que há por trás de cada uma delas.

Aprenda a viver contente em toda e qualquer situação. Não deixe que suas tribulações desviem seu foco e a adoração a Deus. Conserve-se firme e constante, a fim de ser aprovado e digno da coroa da vida.

Persevere até que Deus seja, para você, tão real quanto seus sofrimentos!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Oração X Pecado


Qual influência tem o pecado sobre nossas orações?

Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada" (1 João 3:21-22).

Praticamente todos os dias eu escuto pessoas dizerem que Deus não responde suas orações. Eu acredito que isso acontece por diversos motivos: pode ser que elas estejam pedindo de forma errada; ou porque o Senhor quer ensinar algo enquanto elas esperam; porque Ele tem algo muito melhor para dar; ou porque a pessoa se distanciou dEle. A Palavra de Deus diz que "os olhos do Senhor voltam-se para os justos e os seus ouvidos estão atentos ao seu grito de socorro" (Salmos 34:15) e que "...Deus não ouve a pecadores, mas ouve ao homem que o teme e pratica a sua vontade" (João 9:31).

Todos nós somos pecadores e isso não é novidade para ninguém. Mas sabemos também que Deus, por causa de Sua infinita misericórdia, nos chama para viver ao Seu lado, buscando a santificação. Isso, porém, não significa que não vamos pecar nunca mais! Nossa natureza é pecaminosa e se não vigiarmos, isso vai acontecer. E é nesse sentido que devemos tomar cuidado, pois se o pecado virar um hábito, acabará nos escravizando e nos afastando de Deus. O pecado deve ser apenas um “"acidente"” na vida do cristão.

Deus está sempre aberto a ouvir e atender as nossas orações, mas nós também temos que fazer a nossa parte, que é "obedecer a Sua Palavra e fazer o que Lhe agrada", ou seja, sermos justos e buscarmos andar sempre nos caminhos de Deus. Somente assim conseguiremos fazer uma oração "poderosa e eficaz" (Tiago 5:16).

Todavia, a Bíblia também alerta que "se guardarmos o pecado no coração, o Senhor não nos ouvirá" (Salmos 66:18). Ou seja: o pecado pode ser o motivo pelo qual o Pai não escuta a nossa oração. A Palavra ainda diz: "Vejam! O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá" (Isaías 59:1-2).

Isso quer dizer que, enquanto escolhermos viver em meio ao pecado e, por consequência, longe de Deus, Ele vai escolher não nos atender. Por exemplo: Muitos casamentos vivem em conflitos e muitas orações não são respondidas por Deus, porque o marido ou a esposa trata o outro com desprezo e falta de educação. Veja o que a Bíblia diz:

"Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações" (1 Pedro 3:7).

Por isso, marido, não adianta orar, ir em vigílias e clamar a Deus, se você não assumir seu papel de esposo carinhoso, fiel e amoroso. Você deve reconciliar com sua esposa e pedir perdão a ela antes de falar com Deus. A melhor coisa que você pode fazer é orar junto com sua esposa. Casais que oram juntos, ficam mais íntimos e crescem na vida espiritual. Se você percebe que suas orações "não passam do teto", a única coisa que o Senhor quer ouvir da sua boca é a confissão e o pedido de perdão. Se você fizer isso, você voltará a ter comunhão com Deus, e Ele voltará a ouvir suas orações, respondendo de acordo com a Sua vontade.

Lembre-se que Deus sempre está com Seus ouvidos inclinados para nós, mas quando o pecado nos domina, ele nos afasta do Senhor e interrompe a nossa relação com o Céu. Se você se arrependeu, não há motivos para pensar que Deus não responde suas orações. Não aceite as acusações do diabo.Tome posse do perdão e creia que Deus está com você. Ele tem prazer em ouvir as orações de um justo (Pv 15:8), ou seja, daquele que, mesmo cometendo erros, reconhece suas falhas e segue firme no caminho estreito.

O poder da oração


Será que Deus escuta nossas orações?

Você já teve a sensação de  que Deus não escuta suas orações? Já se sentiu indigno de conversar com Deus? Pois bem, vamos ver o que está escrito na bíblia a respeito disso.

A palavra de Deus diz que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5:16). Quando o justo ora, a sua oração move a mão de Deus.

Em 2 Reis 20:1,2,5,6 relata:

"Naqueles dias, adoeceu Ezequias de morte. Veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem tua casa, porque morrerás, e não viverás. Então, ele virou seu rosto para a parede, e orou ao Senhor... Então disse o Senhor Deus: Eu ouvi tua oração e vi tuas lágrimas; eis que te sararei; ao terceiro dia, subirás à casa do Senhor. Acrescentarei a teus dias quinze anos..."

O que significa ser justo?

A palavra justo quer dizer "íntegro", pessoa justa, fiel, que tem uma vida reta, irrepreensível, e o rei Ezequias era assim. Quando Ezequias assumiu o seu reinado, ele não fez como seus antepassados que agiram mal diante de Deus, sendo idólatras, infiéis, irreverentes, chegando ao ponto de levantarem imagens de ídolos, colocando-os no templo do Senhor e acabando com o culto ao Senhor Deus. Porém, Ezequias foi diferente quando assumiu o seu reinado. A primeira coisa que ele fez foi reparar a casa de Deus derrubando os postes ídolos, tirando os ídolos da casa de Deus e restaurando o verdadeiro culto a Deus.

A palavra de Deus diz que Ezequias fez o que era reto ao Senhor conforme tudo quanto fez Davi, "seu pai" (2 Cr 29:2). Ele confiou  no Senhor Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve ninguém semelhante a ele, entre todos os reinos de Judá. Ezequias se agarrou com Deus e não deixou de seguí-Lo, guardou os mandamentos que o Senhor havia dado a Moisés, e o Senhor Deus foi com ele, fazendo com que ele prosperasse aonde quer que fosse.

Mas, um dia o rei Ezequias ficou muito doente e recebeu a notícia vinda da parte de Deus, através do profeta Isaías, de que ele morreria. Ezequias chorou muitíssimo pois ele não queria morrer naquele momento e orou ao Senhor apelando pela sua justiça, dizendo: "Lembra Senhor de que andei diante de ti com retidão, com fidelidade e integridade de coração, e fiz o que era reto aos seus olhos." (2 Reis 20:2,3) E o texto diz que o profeta Isaías ainda não tinha saído do pátio do palácio quando o Senhor Deus falou com ele: "Volta e diz a Ezequias que ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas e, que eu o curarei, acrescentarei a ele mais quinze anos e o livrarei do rei da Assíria..."

Ezequias tinha compromisso com Deus e isso fez a diferença. O homem justo tem crédito com Deus e quando ele ora, a sua oração O agrada. Provérbios 15:8 diz: "O Senhor detesta as ofertas e sacrifícios dos ímpios, mas a oração dos justos é o seu contentamento." Não podemos pensar que Deus sempre atenderá nossos pedidos, pois Ele é Deus e a Sua vontade é melhor do que a nossa (1 João 5:14,15). Mas a Bíblia também diz que devemos nos achegar com confiança diante do trono da graça para alcançarmos misericórdia e achar graça na hora da necessidade (Hebreus 4:16). Isto só é possível porque Jesus nos reconciliou com Deus através do seu sangue. , e por causa do justo, Deus pode mudar situações e fazer muito além do que pensamos, como foi no caso de Ezequias.

Um outro exemplo de vida íntegra e retidão é Daniel.
Daniel foi um homem justo e fiel a Deus, este homem orava constantemente a Deus e da mesma forma, ele também passou por uma grande provação. Por causa da inveja de seus companheiros de trabalho, estes fizeram uma armadilha para Daniel afim de prejudicá-lo. Criaram uma lei onde nenhuma pessoa poderia fazer pedidos a nenhum deus durante trinta dias, mas somente ao rei Dario. Caso contrário, essa pessoa seria lançada na cova dos leões. Porém, Daniel não obedeceu essa lei e como de costume, ele continuou orando ao seu Deus três vezes ao dia, e por causa disso Daniel foi lançado na cova dos leões. Mas Daniel era um homem justo e agrava a Deus. Ele orou ao Senhor lembrando-lhe de sua integridade e o Senhor enviou um anjo que fechou a boca dos leões! Daniel passou a noite inteira com os leões ferozes e não foi atingido por nenhum deles, porque Deus era com ele.

Assim, como estes homens, temos que ser justos, isto é, íntegros, irrepreensíveis e fiéis a Deus, para que no dia da adversidade, possamos ver o agir de Deus. A palavra de Deus diz que o pecado nos separa de Deus e impede que nossas orações sejam respondidas. A palavra de Deus diz assim: "Certamente que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido para que não possa ouvir. Mas as vossas iniquidades (pecado) fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (Isaías 59:1,2)

A palavra de Deus também diz que Ele abençoa o justo e o protege como um escudo, isto é, ele o cerca com suas bênçãos e dádivas (Salmos 5:12). Em Salmos 34:17 diz: "Os justos clamam, e o Senhor os ouve; livra-os de todas as suas angústias" (Salmos 34:17) e 1 Pedro 3:12: "Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos às suas orações, mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal."

Talvez você reconheça que não tem sido íntegro e fiel a Deus, mas está arrependido e quer as bênção do Senhor na sua vida. Para isso volte-se agora mesmo para Deus, clame por sua misericórdia e Ele te perdoará. A palavra de Deus diz que "um coração quebrantado e contrito o Senhor não despreza" (Salmos 51:17), e  Jesus disse: "Aquele que vier a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (João 6:37). Por isso tome posse do perdão de Deus, através dessa promessa: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 João 1:9). 

Busque ser fiel e andar em santidade, pois essa é a vontade de Deus. Agindo assim com certeza você terá sempre o favor de Deus e será vitorioso em nome de Jesus.

domingo, 1 de outubro de 2017

Edificação


Casa edificada em Deus

"E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha."
Mateus 7:25

Jesus, no capítulo 7 de Mateus fala sobre a casa edificada na areia e a casa edificada na rocha. Está é uma parábola que pode nos ensinar muito sobre o agir de Deus e principalmente, onde devemos estar firmados. Nós somos a casa de Deus, nós somos casas de oração, portanto, nós devemos estar firmados na rocha para permanecer firme e inabalável no dia mau.

Ficar firme e inabalável pode parecer algo tão difícil quando estamos passando por dificuldades, provações e principalmente naquele momento que parece que Deus se distanciou de nós. Falamos, oramos, choramos e não há nada mais do que silêncio. A caminhada é complicada, porém temos o consolo de ter o Espírito Santo em nós nos guiando a cada dia. Mas para entendermos mais dessas situações que vivemos, vamos refletir sobre a construção de uma casa nova.

Imagine uma casa velha, com o telhado furado, paredes rachadas, a estrutura comprometida, adianta tentar arrumar? Não, é exatamente como Jesus disse em Marcos 2:21: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo”. Assim é com uma casa condenada, não adianta tentar reformar, o único jeito e derrubar e construir novamente. Quando permitimos que Jesus entre em nosso coração como Senhor e Salvador, nossa casa está caindo, então ele entra derrubando tudo que há pela frente, para construir uma casa firmada na rocha.
Mas o trabalho não acaba com a demolição da casa, para construir é necessário limpar o terreno, tirar todo o entulho, tudo aquilo que pode atrapalhar a nova construção, depois é necessário preparar o solo e cada solo tem um tratamento diferente. Então, só depois de tudo isso, que o fundamento começa a ser feito e a única maneira de fazer o fundamento da casa é cavar e cavar, o quanto for necessário até que a rocha seja encontrada. Para quem entende de engenharia e arquitetura, sabe que a etapa do fundamento é a mais demorada, a mais cara e a que exige mais mão de obra. E até mesmo quem trabalha nela, não tem noção do projeto, apenas o criador.

Assim é nossa vida. Deus, para completar sua obra, precisa limpar e limpar o nosso coração, depois preparar a terra e começar a cavar para criar o fundamento e aí sim, construir a casa. Uma casa nova, edificada na rocha. Este processo é muitas vezes doloroso, não entendemos o porquê, queremos respostas, mas Deus é o criador do projeto, somente ele sabe o que é necessário fazer para que sua obra seja completa em nossa vida e possamos desfrutar de sua plenitude com sabedoria e prudência. Ninguém dá um carro para uma criança, pois ela precisa crescer, amadurecer, ter condições físicas e psicológica para dirigir, assim, Deus não pode nos dar o que pedimos, antes de tratar o nosso coração, nos ensinar a caminhar em sua vontade e principalmente, buscar unicamente a sua vontade e não a nossa.

Não desista da sua caminhada por mais difícil que possa parecer, por mais que você não consiga ver a salvação, continue buscando a Deus, continue buscando ter santidade, estude a Bíblia dia e noite, leia os Salmos para se fortalecer, como o Salmo 139. Deus é socorro na hora presente, ele não falha e nem tarda. Vem no momento certo e faz o impossível acontecer. Satanás veio para matar, roubar e destruir e ele vai tentar o tempo todo lançar pensamentos de derrota em sua mente. Não aceite, cubra-se com a armadura de Deus com ensina em Efésios 6 e fique firme. Ao conquistar a vitória, você verá como foi necessário cada provação para você poder estar onde Deus quer que você esteja.

“Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei. Isaías 55:8-11”.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Espírito Santo

"Quem é o Espírito Santo?"

Há muitos conceitos errôneos e distorcidos sobre a identidade do Espírito Santo. Alguns vêem o Espírito Santo como uma força mística. Outros entendem o Espírito Santo como sendo um poder impessoal que Deus disponibiliza aos seguidores de Cristo. O que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? Colocando de forma simples – a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também nos diz que o Espírito Santo é uma Pessoa.

Qual a importância do Espírito Santo?

Uma das funções principais do Espírito Santo no projeto divino de redenção é a obra de revelar e confirmar a mensagem de Deus ao homem.  Sem a obra do Espírito, não seria possível que o homem se salvasse.  O que o homem pode aprender com Deus na criação material é importante, mas é muito limitado; jamais alguém poderia saber a vontade de Deus apenas observando a criação (Romanos 1:18-20). 

O Espírito Santo e o Antigo Testamento

Pedro informa-nos que a mensagem dos profetas do Antigo Testamento não teve origem nos próprios homens.  Os homens, segundo ele, foram "movidos pelo Espírito Santo" para falar (2 Pedro 1:20-21).  Os profetas do Antigo Testamento foram movidos, orientados ou levados pelo Espírito Santo para dizerem exatamente o que Deus queria que dissessem e no exato momento que ele desejava.  Vários textos no Antigo Testamento declaram que o Espírito Santo participou ativamente na revelação da vontade de Deus naquela época. Davi disse:  "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Samuel 23:2).  Após retornarem do exílio babilônico, os levitas recontaram em oração as bênçãos que o Senhor tinha dado a Israel.  Eles diziam:  "E lhes concedeste o teu bom Espírito para os ensinar . . . e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito por intermédio dos teus profetas" (Neemias 9:20, 30).  O profeta Zacarias disse que as pessoas "fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam" (Zacarias 7:12).  Observe que Deus enviou as suas palavras por seu Espírito por meio dos profetas.

O Espírito Santo e o Novo Testamento

O fato do Espírito Santo ser Deus é claramente visto em muitas Escrituras, incluindo Atos 5:3-4. Neste verso Pedro confronta Ananias em por que ele tinha mentido para o Espírito Santo, e a ele diz “não mentiste aos homens, mas a Deus”. É uma declaração clara de que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus. Podemos também saber que o Espírito Santo é Deus porque Ele possui os atributos ou características de Deus. Por exemplo, a onipresença do Espírito Santo é vista em Salmos 139:7-8: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” Em I Coríntios 2:10 vemos a característica de onisciência do Espírito Santo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”

Podemos saber que o Espírito Santo é mesmo uma Pessoa porque Ele possui uma mente, emoções e vontade. O Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10). O Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30). O Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27). O Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11). O Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade. Como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26).

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Calúnia, Difamação e injúria

Como vencer a calúnia,  difamação e injúria?

Precisamos primeiramente entender que esses atos  constitui crimes a honra da pessoa e consta nos artigos da lei. Vejamos o significado de cada uma:

- Calúnia (art. 138) é acusar alguém publicamente de um crime.

- Difamação (art. 139) é dizer que a pessoa foi autora de um ato desonroso. 

- Injúria (art. 140) é basicamente uma difamação que os outros não ouviram: é chegar e dizer para um sujeito algo que esse sujeito considere prejudicial.

A calúnia, difamação e Injúria são potentes armas de destruição, capazes de destruir qualquer relacionamento, por mais durável que este possa ser. Elas afetam os relacionamentos das pessoas e geram marcas severas, podendo causar sérios prejuízos materiais, emocionais, sociais, espirituais, físicos, entre outros. Quem um dia foi vítima da calúnia, difamação ou injúria sabe o quanto são terríveis, pois se trata de acusações falsas com o intuito de manchar a honra de alguém. Por mais íntegra que uma pessoa seja, ela pode ser alvo. Logo, não é fácil lidar com esse tipo de situação, mas também não é impossível. Podemos destacar alguns personagens bíblicos que sentiram na pele esse tipo de situação, mas analisaremos sobre Neemias que  foi alvo dessas, mas não foi derrotado por nenhuma.

Neemias era um líder muito honrado por seus conterrâneos. E não somente por estes, mas, também, pelo rei persa, Artaxerxes (Ne 1:4-8). Era admirado por uns e odiado por outros. Neemias tinha inimigos ferozes que estavam dispostos a ir às ultimas consequências para prejudicá-lo. É desses homens maus que o início do capítulo 6 faz menção. Sambalate, Tobias, Gésem e os demais inimigos do povo de Deus eram pessoas derrotadas que não se davam por vencidas; não sabiam perder. Para não ficarem por baixo, arquitetaram planos “sujos”, dentre os quais se destaca a calúnia.

"Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias. Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios nossos circunvizinhos e decaíram muito no seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra." (Ne 6:15-16)


O capítulo 6 de Neemias tinha tudo para ser tranquilo. Afinal, o muro já havia sido edificado e os inimigos de Neemias, envergonhados. No entanto, este capítulo é marcado, dentre outras coisas, por ameaças, emboscadas e calúnias. A guerra ainda não havia terminado para Neemias. Após escapar de uma emboscada mortal, esse homem de Deus se deparou com a mentira dos seus inimigos: Entre as gentes se ouviu, e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos; por isso, reedificas o muro, e, segundo se diz, queres ser o rei deles (Ne 6:6). A imagem de uma pessoa é um tesouro que deve ser devidamente preservado. Neemias era portador de uma índole irrepreensível. Ele tinha não apenas carisma, mas, também, caráter. Era um líder segundo o coração de Deus. Mas os líderes segundo o coração de Deus não estão imunes às acusações infundadas. Neemias que o diga! Ele e o povo judeu foram acusados injustamente de rebelião contra o império persa. Centenas de anos mais tarde, Cristo sofreria acusação semelhante (Lc 23:1-5). 

Por mais integro que você seja, não estranhe se os inimigos da obra falarem falsamente a seu respeito. Quem lança a calúnia, consegue um meio de propagá-la (Sl 64:4). Nesse caso, as palavras de acusações chegaram a Neemias por meio de uma “carta aberta”, que era, por si só, um meio de afronta, insulto e intimidação, pois as cartas oficiais eram enroladas e seladas, para que somente as autoridades pudessem abri-las e lê-las. [1] A “carta aberta” foi uma maneira encontrada por Sambalate de espalhar as suas mentiras entre o povo e destruir a reputação de Neemias.

Mas não é somente por meio desse veículo que uma mentira pode ser propagada. Hoje, as redes sociais e a mídia fazem isso com muita facilidade. A língua também não fica atrás. Quem a utiliza como objeto de maledicência, deve lembrar que Deus abomina a língua mentirosa (Pv 6:16,19). Deus aborrece a calúnia em quaisquer circunstâncias, seja proferida a um membro da igreja ou a um líder desta. Quem lança mão da calúnia como mecanismo de defesa ou de ataque, prestará contas àquele que julga com justiça: Ao que às ocultas calunia o próximo, a esse destruirei (Sl 101:5a). 

Mas por que a calunia, difamação e injúria são tão graves e tão repudiadas por Deus? A resposta é óbvia: elas denigrem a imagem alheia, produz mágoa e desmotivação nas pessoas e, pior, causa desunião e rachaduras no corpo de Cristo, podendo gerar sérios conflitos e inclusive o desvio do membro fiel... Sem contar que pode gerar aversão plena à Deus e sua obra, podendo impedir completamente o avanço do membro e a continuidade da mais prefeita obra de Deus. Algo puramente maligno e destrutivo! 

Era nessa situação que os inimigos de Neemias ansiavam vê-lo, a qualquer custo. Ao espalhar a boataria, Sambalate tinha duas pretensões. Em primeiro lugar, desestabilizar a comunhão que havia entre Neemias e o povo. Todos saberiam do conteúdo da carta; logo, a possibilidade de as pessoas duvidarem das boas intenções de Neemias era grande. Em segundo lugar, desestabilizar a comunhão que havia entre Neemias e o império. A acusação de rebelião, lançada sobre esse servo de Deus era grave porque os reis persas não toleravam resistência alguma da parte de seus súditos. [2] Sambalate ainda o ameaçou: ... essa informação será levada ao rei (Ne 6:7). A vida do líder e o destino do povo estavam ameaçados! Diante disso, como proceder? O que fez Neemias, em meio às calúnias? 

Neemias foi um excelente exemplo de superação. Ele poderia ter se entregado às chantagens de Sambalate, se tornado um homem depressivo e desistido da obra, mas não o fez. Ele não cedeu às pressões e à fúria daqueles que queriam derrubá-lo. Esse líder soube lidar com a calúnia de modo positivo. Ele não perdeu o foco do seu trabalho, a saber, a reconstrução do muro de Jerusalém. Superar a calúnia não é algo fácil, mas também não é impossível. Neemias tem muito a nos ensinar nesse sentido, através de suas atitudes investidas de sabedoria divina. 

Então, como ele agiu diante da calúnia?

Em primeiro lugar, Neemias se firmou na sua integridade. A afirmação de Neemias é contundente: Mandei dizer lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu (Ne 6:8ª). Esta resposta não é uma reação impulsiva à acusação, mas uma afirmação convicta de quem tem integridade. Neemias não tinha o que temer. Os inimigos inventaram mentiras sobre ele, mas não encontraram falhas em seu caráter. O ditado popular “quem não deve, não teme” é muito feliz nesse sentido. A integridade pessoal é uma arma eficiente contra o mal da fofoca.

Em segundo lugar, Neemias desmascarou o acusador. Ele não deixou barato e rebateu a acusação falsa com uma acusação verdadeira: Tu, do teu coração, é que o inventas (Ne 6:8b). Ele não teve medo de Sambalate e o responsabilizou pela calúnia. Mas não o fez sem base. No versículo 9, Neemias justifica as suas palavras: Porque todos eles procuram atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra. Quem faz a calúnia merece ser desmascarado e envergonhado. Precisa ser repreendido para que mude de atitude. Mais cedo ou mais tarde, a verdade virá à tona. Toda informação imprecisa cairá por terra e, juntamente com ela, o seu autor.

Em terceiro lugar, Neemias orou por fortalecimento. Os recursos da terra são importantes, mas não suficientes. Por isso, ele buscou forças do céu, isto é, de Deus: Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos. Toda calúnia que envolve a obra do Senhor é um problema espiritual. Logo, é imprescindível a intervenção divina. As investidas de Satanás são astutas e destruidoras, mas quem habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e baluarte, Deus meu, em quem confio (Sl 91:1-2). Neemias encarou a prática da oração como uma necessidade urgente que o ajudaria a suportar o problema da perseguição caluniosa.

Em quarto lugar, Neemias persistiu na obra de reconstrução. No primeiro versículo do capítulo 6, ele testemunha que o muro estava edificado, mas ainda faltava colocar portas nos portais. Porém, no versículo 15, a obra está completa: Acabou-se, pois, o muro (...) em cinqüenta e dois dias. Nos textos que separam estes versículos, vemos Neemias sendo perseguido por meio de ameaças e calúnias. Contudo, ele se mantém firme em sua postura: Estou fazendo grande obra(Ne 6:4). Esse líder experiente sabia que a desmotivação fazia parte do jogo sujo de Sambalate. Por isso, continuou a trabalhar na reconstrução do muro.

Foi difícil, mas a vitória, finalmente, chegou. Após enfrentar a calúnia, Neemias pôde contemplar os frutos do seu árduo trabalho. Ele poderia dizer tranquilamente: “Valeu a pena cada segundo investido nesta obra!” Mesmo ciente das aflições pelas quais passou, ele poderia, sim, afirmar isso. Todo o trabalho valeu a pena porque Neemias não agiu imprudentemente diante da calúnia; porque era integro e ninguém podia provar coisa alguma contra ele; porque rebatia a acusação com a verdade, não com mentira; porque permitia a intervenção divina na sua vida; porque não desistiu, mas continuou a agradar ao Senhor. Se assim agirmos, superaremos a calúnia.

Aplicando a Palavra de Deus em nossa vida

É preciso cuidar da mente.

O intento do caluniador é prejudicar a sua vítima. No caso de Neemias, os acusadores tinham o propósito de fazê-lo desistir da obra. Eles sabiam perfeitamente que a calúnia é uma arma poderosa que afeta, de modo negativo, a mente de quem é caluniado, fazendo com que este se torne uma pessoa amargurada, revoltada e desinteressada pelas coisas de Deus. Mas Neemias não se deixou abater porque cuidou da sua mente. Ele não permitiu que as coisas negativas lhe influenciassem e o fizessem perder a razão. Portanto, ao ser caluniado, não se deixe desestruturar emocionalmente. Não desista da obra, mas continue a perseverar em fazer a vontade de Deus!

É preciso cuidar da língua.

Atente para estas palavras do salmista: Os maus e os mentirosos falam contra mim e me caluniam(Sl 109:2). A calúnia é qualquer mentira proferida contra uma pessoa. É sobre a mentira que ela está alicerçada. Mas Neemias não firmava as suas palavras em mentiras, mas em verdades. Ele não rebateu a mentira com outra mentira porque não é assim que se deve proceder. Portanto, cuide da sua língua para não pagar o mal com o mal, isto é, calúnia com calúnia. Não use a língua para levantar falso testemunho contra quem o caluniou. Caso contrário, você não estará vencendo a calúnia, mas tornando-se cúmplice dela. Siga o conselho bíblico: Se você é sábio, controle a sua língua (Pv 10:19b).

É preciso cuidar da imagem.

Muitos homens e mulheres de Deus caíram porque neles se achou culpa. Este, porém, não foi o caso de Neemias. Ele sabia da importância de se manter um caráter íntegro e não deu brechas ao inimigo. Paulo, por sua vez, observa: não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado (1 Co 6:3). Se os caluniadores agem depressa para espalhar as suas mentiras vergonhosas e destroem os bons com calúnias covardes (Sl 64:4), então, procure ser cada vez mais íntegro. A integridade é um forte mecanismo de defesa contra a mentira. A calúnia não vence os irrepreensíveis, isto é, aqueles que não têm nada que se possa censurar.

Concluindo

No decorrer da história, Deus utilizou a vida de muitas pessoas em situações adversas para nos ensinar a lidar melhor com os nossos problemas. Neemias viveu milênios antes de nós; porém, a experiência dele é extremamente útil para os cristãos de hoje. A calúnia, por sua vez, era um problema, também, nos tempos antigos. Muitos se tornaram vítimas dela no passado. Neste estudo, vimos que a calúnia pode ser proferida contra o inocente, mas pode ser vencida! Como isso é possível? Através do cuidado com a nossa mente, nossa língua e nossa imagem e, acima de tudo, através da nossa confiança e dependência no Senhor, lembrando sempre que homens são falhos, mas Deus não!!

domingo, 16 de julho de 2017

A desonra de Arão e Miriã

Deus só aceita na congregação pessoas que 
se sujeitem ao Reino e ao Líder que Ele mesmo escolheu.

Qualquer pessoa que atacar quem Deus escolheu estará atacando o próprio Deus, além de estar agindo por influência de satanás.

As consequências são terríveis: 
vergonha, isolamento, doenças, sofrimentos...

Veja só o caso de Moisés: 
ARÃO E MIRIÃ eram irmãos de Moisés e não se conformavam com a sua liderança.

Achavam que eles também tinham unção e que não era certo só ele ser chefe. Até diziam:

Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? (Nm 12:2).

Queriam ter a mesma honra que Moisés.

Queriam ocupar o lugar de Moisés.

Mas Moisés, além da unção, tinha o carinho e o respeito do povo. Então, Arão e Miriã acharam que a única maneira de derrubá-lo seria falar mal dele para o povo, mostrar ao povo que Moisés não era tão santo assim.

Então, foram buscar na vida particular de Moisés os motivos para atacá-lo. A Palavra diz: “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita” (Nm 12:1).

Entre outras coisas diziam ao povo: Não está certo o que Moisés fez.

Ele é casado com Zípora. Ele mesmo escreveu na Lei que os filhos de Israel não devem se casar com mulheres estrangeiras.

E agora ele se contradiz e tomou como esposa esta mulher cuxita (Etíope). Moisés não é moralmente são. Moisés é indigno de ser o líder.

Eu e o meu irmão Arão estamos mais preparados. Deus falou através de Moisés, mas falou através de nós também. Nós, sim, somos santos. Não falem mais com Moisés. Não o ouçam mais.

Arão e Miriã apelavam para a santidade, quando na verdade estavam agindo movidos pelo sentimento de rebeldia e inveja, marcas registradas de satanás.

E qual era a atitude de Moisés diante desta difamação? Será que Moisés estava desesperado, arrancando os cabelos e dizendo “E agora?”. Não! A atitude de Moisés era de tranquilidade.

No versículo seguinte, encontramos: “E o varão Moisés era mui manso, mais do que todos os homens que haviam sobre a terra”.

Moisés estava tranquilo! Por que? Porque Moisés estava certo da sua chamada por Deus. Certo de que a sua vida continuava no altar e que seus problemas familiares eram exclusivamente seus, e não de Arão ou Miriã, e que isto nada influía na sua vida espiritual e no seu relacionamento com Deus, para quem ele sempre foi fiel!

Arão e Miriã não queriam se sujeitar à autoridade de Moisés. Queriam caminhar paralelamente, fazendo divisão na Obra. Queriam ter honra própria e, ao tentar denigri-lo, queriam até mais honra que Moisés. Tudo o que o próprio diabo quís contra Deus. Foi um grande erro atacar Moisés, usando como pretexto sua vida familiar! Atacar Moisés era atacar a Obra de Deus! Era pregar a rebelião! E a Bíblia diz que a rebelião é como pecado de feitiçaria (I Sm 15:23).

Na continuação da leitura vemos que: “Assim, a ira do SENHOR contra eles se acendeu”. Por que? Porque eles estavam sendo usado pelo diabo para dividir o povo, assim como Lúcifer tinha feito no princípio dividindo o Céu e arrastando a terça parte dos anjos.

Deus não aceita que isso se repita. Por isso, lemos que: E logo o SENHOR disse a Moisés, e a Arão e a Miriã: “Vós três saí à porta da congregação”. E saíram eles três. Então o SENHOR desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles saíram. E disse:

- Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, Eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois ele vê a semelhança do SENHOR; Por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo?

A Palavra continua: “E a nuvem se desviou de sobre a tenta; e eis que Miriã era leprosa como a neve; E olhou Arão para Miriã e eis que era leprosa”. (Nm 12:4-10).

Note que a Palavra não disse que Miriã estava leprosa e, sim, que era leprosa. Era uma questão de essência, natureza. Miriã era leprosa no seu interior e agora Deus estava mostrando para toda a congregação a sua podridão interior.

Quando atacou Moisés, Miriã queria que a congregação o isolasse, mas é ela que vai ser isolada por causa da lepra. Ela falava mal da mulher etíope “Aquela negra estrangeira” mas é Miriã que vai sofrer o preconceito porque todos desprezavam e fugiam dos leprosos. Ela não quer que as pessoas ouçam Moisés mas é ela que não vai ter ninguém para ouvi-la no deserto. Ela quer mandar mais que Moisés e liderar o povo com Arão, mas não vai ter nem uma empregada para dar ordens lá fora do arraial, aonde vai ficar sozinha.

Miriã e Arão vão ter que aprender e nós temos que aprender com eles, que a unção e a autoridade dada por Deus têm que ser respeitada, e que não é para quem quer, e sim para quem Deus escolhe.

A partir do momento que Deus escolhe um líder, aquele líder passa a representar o próprio Deus. Se rebelar contra o líder é se rebelar contra a escolha que o próprio Deus fez. O Reino funciona debaixo da Autoridade.

No caso aqui: Deus, Moisés, Arão, Sacerdotes, Levitas, Anciãos, Congregação. É Autoridade sobre autoridade. Esta autoridade não pode ser subvertida. Miriã sequer faz parte desta Hierarquia e quer se meter. Qualquer pessoa que não se submete à hierarquia de Deus com humildade vai sofrer severas consequências.

Arão e Miriã vão ter que aprender sobre a submissão. Vão ter que aprender a se sujeitar ao líder que Deus escolheu. Terão que fazer isso com arrependimento. Quando Arão viu Miriã toda leprosa, imediatamente submeteu-se a Moisés. O versículo 11 diz que Arão falou a Moisés:

- “Ah! Senhor meu!”

Vão ter que reconhecer a culpa e a loucura que cometeram:

- “Não ponhas sobre nós este pecado, que fizemos loucamente e com que havemos pecado!”.

Vão ter que reconhecer também que no pecado da rebelião só existe podridão e morte:

- “Não seja ela como um morto que, saindo do ventre da mãe, tenha metade de sua carne já apodrecida”.

Vão ter que pedir perdão e oração:

- Clamou, pois, Moisés ao SENHOR, dizendo: "Oh Deus, rogo-te que a cures”.

Vão ter que mudar a meneira de pensar:

E disse o SENHOR a Moisés: Se seu pai cuspir em seu rosto, não seria envergonhada por sete dias? Esteja fechada sete dias fora do arraial, e depois a recolham.

Se a pessoa rebelde fizer tudo isso, Deus vai recolhê-la de volta à comunhão: “Assim, Miriã esteve fechada fora do arraial sete dias, e o povo não partiu, até que recolheram Miriã” (Nm 12:12).

O problema é que estes rebeldes só atrasam a Obra de Deus. Destruí-la, jamais.

Deus podia ter curado Miriã na hora, mas sabia que a “lepra” de Miriã não era exterior e sim interior. Deus só vai restaurar plenamente tal pessoa se refletir por dias na sua loucura e tirar o mal de dentro dela através de reflexão, arrependimento e oração.

Jamais fale contra o ungido de Deus

sábado, 20 de maio de 2017

Uma carta de amor a Deus

Uma carta de amor à Deus ❤❤❤

Livro de João: Jesus o Filho de Deus

No evangelho escrito por João, Jesus faz diversas declarações sobre a sua pessoa, seu propósito e nos mostra claramente que ele é o caminho para a vida eterna.

Neste evangelho, Jesus declara que é o filho de Deus, que foi enviado por Deus para cumprir na cruz do calvário o plano de Deus para a salvação do homem.

Sobre a sua pessoa, Jesus fez sete declarações no Evangelho de João:

Eu sou o pão da vida;Eu sou a luz do mundo;Eu sou a porta das ovelhas;Eu sou o Bom Pastor;Eu sou a ressurreição e a vida;Eu sou o caminho a verdade e a vida;Eu sou a videira verdadeira.

Todas as declarações acima foram feitas para mostrar que não há outro caminho para nos levar até Deus, senão por Jesus Cristo.

No evangelho de João encontramos também um texto tido por muitos como o texto áureo da Bíblia. João 3:16 é um versículo de grande profundidade e faz uma espécie de resumo daquilo que Deus planejou para nós na pessoa de Jesus:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Em seu livro “3:16 – A mensagem de Deus para a vida eterna”, o escritor americano Max Lucado, escreveu sobre este versículo:

Se você não sabe nada sobre Deus, comece por aqui. Se você acha que já sabe tudo sobre Deus, volte sempre para João 3:16. Todos nós precisamos deste lembrete. Afinal, a essência do problema humano é o coração, e o tratamento de Deus está escrito em João 3:16.


João 3.16 é simples o bastante para não discutirmos, é grande o bastante para não entendermos, mas é profundo o bastante para nos explicar o maior e mais sublime plano de Deus para as nossas vidas.

No evangelho de João algumas palavras ou frases importantes são empregadas com uma frequência muito grande. Alguns exemplos:

Crer;Luz;Palavra;Amor;Mundo;Trevas;Vida eterna;Eu sou...Entre outras.

O evangelho de João é belo, traz sossego para a alma e consolo aos nossos corações. É um livro de leitura agradável, aconselhador e estimula a nossa fé em Jesus Cristo, o filho de Deus.

domingo, 13 de novembro de 2016

Jugo desigual


O que significa estar em jugo desigual?

O termo "jugo desigual" vem de 2 Coríntios 6:14: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?"

Para compreendermos melhor, precisamos saber qual o significado de jugo. Jugo é uma peça de madeira colocada sobre dois bois que, unidos, puxam uma carroça ou um arado. Vamos imaginar que, em vez de dois bois, colocássemos um boi e um bode nesse jugo. Teríamos um jugo desigual e, por mais que os dois animais se esforçassem, o trabalho seria prejudicado e eles sofreriam muito. Isso acontece porque cada animal tem ritmos e características muito diferentes.

A admoestação de Paulo em 2 Coríntios 6:14 faz parte de um discurso maior à igreja de Corinto sobre a vida cristã. Ele desencorajou-os de estar em uma parceria desigual com os infiéis porque os crentes e descrentes são opostos, assim como a luz e as trevas são opostos. Eles simplesmente não têm nada em comum, assim como Cristo não tem nada em comum com o "Maligno", uma palavra hebraica que significa "inutilidade" (v. 15). Aqui Paulo a usa para se referir a Satanás. A ideia é que o mundo pagão, mau e descrente é regido pelos princípios de Satanás, e que os cristãos devem se separar desse mundo perverso, assim como Cristo era separado de todos os métodos, objetivos e planos de Satanás. Ele não teve nenhuma participação neles e nem formou nenhuma união com eles – assim deve ser com os seguidores de um em relação aos seguidores do outro. A tentativa de viver uma vida cristã com um não-cristão como um amigo e aliado próximo só nos fará andar em círculos.

É claro que a aliança mais próxima que uma pessoa pode ter com outra é encontrada no casamento, e é assim que a passagem é geralmente interpretada. O plano de Deus é para que um homem e uma mulher se tornem "uma só carne" (Gênesis 2:24) - uma relação tão íntima que um literal e figurativamente se torna parte do outro. Unir um crente com um incrédulo é, em sua essência, unir opostos, o que contribui para uma relação muito difícil.

Muitas pessoas questionam sobre o namoro com jugo desigual, ou seja, aquele em que um cristão se relaciona com um não cristão. E geralmente elas usam argumentos, como: "ele(a) não serve a Deus, mas é uma pessoa muito boa, tem caráter, tem princípios e atitudes que agradam a Deus.  O que tem de errado nisso?

No entanto, a Bíblia diz que não basta a pessoa ser 'gente boa' se ela não professa a mesma fé que você. Há um versículo no livro de Amós que diz: "Duas pessoas andarão juntas se não tiverem de acordo?" (Amós 3:3). Há um outro versículo que menciona a ideia de desordem em reinos divididos, ou seja, divisão de pensamentos e princípios geram distensões e discórdias.  "Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir" (Marcos 3:24). A verdade é que é praticamente impossível haver comunhão e um relacionamento totalmente saudável quando um casal possui valores diferentes. Por mais que se amem, haverá algum momento em que os dois entrarão em conflito.

É muito difícil manter a harmonia no lar quando um dos dois não é cristão. Isso acontece porque uma pessoa que não nasceu de novo espiritualmente, por mais que queira, não consegue obedecer a Palavra de Deus. - "A mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus" (Romanos 8:7-8). 

Muitas pessoas apostam que o namorado ou namorada irá se converter após o casamento. Mas quem garante? Alguns, inclusive, chegam até a usar a passagem de Atos 16:31 fora do contexto: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa". Elas acreditam que, após o casamento, basta declarar esse versículo e o cônjuge se converterá. É claro que existem casos que, para a glória do Senhor, o cônjuge se converte com o tempo. Mas infelizmente nem sempre é assim. Por isso o apóstolo Paulo alertou: "Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14).

Não devemos esquecer que Casamento é uma aliança para a vida toda e não podemos nos arriscar!!! Então, o mais conivente é que você se envolva com pessoas que pratiquem a mesma fé que a sua. Para isso, confie em Deus, ore e tenha paciência. E antes de envolver em um relacionamento, faça de Jesus o principal relacionamento de sua vida, confiando Nele para trazer a pessoa certa, no tempo certo.

Só há julgo desigual nos namoros ou casamentos?

A resposta certamente é NÃO!!! O "julgo desigual" pode acontecer em todo relacionamento e é muitas vezes aplicado a relações comerciais. Para um cristão entrar em uma parceria com um incrédulo é cortejar o desastre. Eles têm cosmovisões e morais opostas, e as decisões de negócios que devem ser feitas diariamente vão refletir um ou o outro. Para a relação funcionar, um ou outro tem de abandonar o seu centro moral e avançar em direção ao do outro. Mais frequentemente do que não, é o crente que se vê pressionado a deixar os seus princípios cristãos para trás por causa do lucro e do crescimento do negócio.

Portanto amados, andar no plano de Deus é fugir do jugo desigual!!!


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Deus é nosso pai!!!



Todo pai quer o melhor para o seu filho. 


O pai ensina


As duas primeiras coisas que um pai ensina aos filhos é falar e andar. São elementos tão básicos que o pai não espera muito tempo para ensinar, pois é levado a ensiná-las já no primeiro ano de vida do filho. 

Falar


O pai ensina aos filhos a falarem na linguagem dele e do seu território. Um pai que fala em português ensina os filhos a falarem em português. Um pai que fala em inglês ensina os filhos a falarem em inglês. 

Não é óbvio um pai que fala em português, e que mora no Brasil, ensinar os filhos a falarem em grego. Não há necessidade disso. Não é óbvio um pai que fala em inglês e que mora nos Estados Unidos ensinar seus filhos a falarem em chinês. O natural é o pai ensinar aos filhos a falarem na linguagem dele e do seu território.

Também podemos notar que a primeira coisa que o pai deseja, antes de tudo, é que seus filhos aprendam a chamá-lo de pai. O pai não está interessado que seus filhos aprendam seu nome, não agora. O maior interesse é que o reconheçam como pai. Quando o filho o chama de pai é, para ele, a confirmação da paternidade. A maior confirmação da paternidade para um pai não é o DNA, e sim o filho aceitar ser seu filho, chamando-o de pai.

Andar


O pai ensina aos filhos a andar onde ele quer que eles andem, e sempre próximo dele. Ele vai ensinar os filhos a andarem em lugares sem obstáculos. Não é interesse do pai que o caminho dos seus pequenos esteja cheio de obstáculos, pois sabe muito bem que isso impedirá o caminhar deles.

Ele também ensinará os seus filhos a andarem em lugares seguros. Não irá para uma avenida movimentada ensinar seus filhos a andar, nem muito menos à beira de rios ou penhascos, nem para lugares onde há risco de pessoas más furtarem o seu filho. Somente um pai estúpido faria isso. Um bom pai ensinará seus filhos a andar em lugares seguros. 

O interesse do pai é que os filhos andem seguros, e o lugar mais seguro que se tem notícia é a sua casa, sua morada, o seu lar, pois é o território de onde eles são filhos, e não estranhos. 

A Paternidade de Deus – Deus Pai


Deus se manifesta como pai. Ele declara que, para ser filho d’Ele basta reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz e fazer d’Ele seu Salvador, pois Este foi entregue por Ele, para nos salvar. Fazendo isso, nasceremos de novo, não da carne, mas do Espírito de Deus! Deus é nosso Pai porque nascemos de Deus:
"Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus." (João 1.12-13)

Deus Pai nos ensina a falar


Deus Pai nos ensina a falar. Ele nos ensina desde que experimentamos o novo nascimento. Ele nos ensina na linguagem dele: a Palavra de Deus.

A Palavra de Deus é a linguagem do Pai e a linguagem do Reino de Deus. Não existe outra linguagem no Reino de Deus, esta é a oficial e única:
"Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade." (João 17.17)

Deus nos ensina a sua Palavra. O Espírito d’Ele está em nós constantemente nos lembrando de Seus ensinamentos. Ele nos ensina a Palavra, o idioma divino:
"Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." (João 14.26)

Quem não é familiarizado com um idioma não entende quando outros falam este idioma. Se você não é familiarizado com a língua chinesa não entenderá duas pessoas conversando em chinês. Quem não é filho de Deus não entenderá o idioma do reino de Deus, pois não foi ensinado pelo Pai a falar a linguagem dele. Jesus expressa isso aos judeus que não entendiam a linguagem de Deus, falada por Jesus:
"Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus." (João 8.43, 47)

Deus Pai nos ensina a chamá-lo de Pai


Deus Pai nos ensina a chamá-lo de Pai. Deus enviou Jesus para mostrar aos homens que Deus é Pai, e precisa ser chamado de Pai. Nós sabemos o nome do nosso pai biológico, mas chamamo-lo de pai. Só chamamos nosso pai pelo nome quando estamos falando dele para terceiros. Quando estamos face a face, o chamamos de pai. Jesus veio para restaurar isso no relacionamento Deus – Filhos de Deus:
"Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome" (Mateus 6.9)

Devemos chamar Deus de Pai porque Ele nos chama de Filhos. Ser chamado de filho é uma prova do amor de Deus. Ele não nos trata com indiferença, mas com amor:
"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele." (1 João 3.1)

Deus Pai nos ensina a andar


Deus Pai nos ensina a andar. Ele nos ensina a andar no caminho que Ele decidiu que andássemos, pois este é lugar seguro. O caminho seguro de Deus é a santidade:
"E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos. Os caminhantes, até mesmo os loucos, nele não errarão. Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá por ele, nem se achará nele; mas os redimidos andarão por ele." (Isaías 35.8-9)

A santidade é o caminho seguro de Deus para seus filhos. Deus deseja que seus filhos andem seguros, e o caminho mais seguro que existe para os filhos de Deus andar é a santidade. Na santidade não há tropeço, nem muito menos perigo de acidentes ou morte, nem de ser surpreendido por pessoas más, pois este caminho Deus reservou só para os Seus filhos. Estranhos não andam em santidade, pois a santidade é para filhos. Na santidade não há risco de se perder do Pai, pois Ele conhece este caminho, é o caminho que nos leva para Ele.

Deus Pai nos ensina a andar em Sua Casa


Deus Pai também nos ensina a andar em Sua Casa. A santidade é estabelecida na vida daqueles que andam na casa do Pai. A casa de Deus também é a casa dos filhos de Deus. Os filhos de Deus amam morar na casa de Deus:

Salmos 92.12-13; Salmos 84.1-4,10 - [Ler]

Morar com Deus Pai, na Casa de Deus Pai, no Lugar Preparado pelo Primogênito Filho de Deus


Quando você viaja para longe e volta para casa, a sensação que se tem é única. Você está voltando para o território de onde você é filho. Esta é a sensação. 

Aqueles que não têm o hábito de estar na casa de Deus e aqueles que não vão alegres à casa de Deus não são filhos deste território, são estranhos. Estar na casa de Deus é estar no território onde você nasceu. É o território de onde você é filho. Os filhos de Deus aprendem a andar na casa de Deus, e moram com Deus, na casa d’Ele.

Devemos morar na casa de Deus. Filhos recém-nascidos devem morar com o pai. Quando nascemos de novo, recebendo o Primogênito Filho de Deus, Este prepara lugar para nós morarmos na casa do Pai:
"Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar." (João 14.2)

Filhos de Deus moram com Deus na casa de Deus, no Lugar Preparado pelo Primogênito Filho de Deus.