domingo, 1 de outubro de 2017

Edificação


Casa edificada em Deus

"E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha."
Mateus 7:25

Jesus, no capítulo 7 de Mateus fala sobre a casa edificada na areia e a casa edificada na rocha. Está é uma parábola que pode nos ensinar muito sobre o agir de Deus e principalmente, onde devemos estar firmados. Nós somos a casa de Deus, nós somos casas de oração, portanto, nós devemos estar firmados na rocha para permanecer firme e inabalável no dia mau.

Ficar firme e inabalável pode parecer algo tão difícil quando estamos passando por dificuldades, provações e principalmente naquele momento que parece que Deus se distanciou de nós. Falamos, oramos, choramos e não há nada mais do que silêncio. A caminhada é complicada, porém temos o consolo de ter o Espírito Santo em nós nos guiando a cada dia. Mas para entendermos mais dessas situações que vivemos, vamos refletir sobre a construção de uma casa nova.

Imagine uma casa velha, com o telhado furado, paredes rachadas, a estrutura comprometida, adianta tentar arrumar? Não, é exatamente como Jesus disse em Marcos 2:21: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo”. Assim é com uma casa condenada, não adianta tentar reformar, o único jeito e derrubar e construir novamente. Quando permitimos que Jesus entre em nosso coração como Senhor e Salvador, nossa casa está caindo, então ele entra derrubando tudo que há pela frente, para construir uma casa firmada na rocha.
Mas o trabalho não acaba com a demolição da casa, para construir é necessário limpar o terreno, tirar todo o entulho, tudo aquilo que pode atrapalhar a nova construção, depois é necessário preparar o solo e cada solo tem um tratamento diferente. Então, só depois de tudo isso, que o fundamento começa a ser feito e a única maneira de fazer o fundamento da casa é cavar e cavar, o quanto for necessário até que a rocha seja encontrada. Para quem entende de engenharia e arquitetura, sabe que a etapa do fundamento é a mais demorada, a mais cara e a que exige mais mão de obra. E até mesmo quem trabalha nela, não tem noção do projeto, apenas o criador.

Assim é nossa vida. Deus, para completar sua obra, precisa limpar e limpar o nosso coração, depois preparar a terra e começar a cavar para criar o fundamento e aí sim, construir a casa. Uma casa nova, edificada na rocha. Este processo é muitas vezes doloroso, não entendemos o porquê, queremos respostas, mas Deus é o criador do projeto, somente ele sabe o que é necessário fazer para que sua obra seja completa em nossa vida e possamos desfrutar de sua plenitude com sabedoria e prudência. Ninguém dá um carro para uma criança, pois ela precisa crescer, amadurecer, ter condições físicas e psicológica para dirigir, assim, Deus não pode nos dar o que pedimos, antes de tratar o nosso coração, nos ensinar a caminhar em sua vontade e principalmente, buscar unicamente a sua vontade e não a nossa.

Não desista da sua caminhada por mais difícil que possa parecer, por mais que você não consiga ver a salvação, continue buscando a Deus, continue buscando ter santidade, estude a Bíblia dia e noite, leia os Salmos para se fortalecer, como o Salmo 139. Deus é socorro na hora presente, ele não falha e nem tarda. Vem no momento certo e faz o impossível acontecer. Satanás veio para matar, roubar e destruir e ele vai tentar o tempo todo lançar pensamentos de derrota em sua mente. Não aceite, cubra-se com a armadura de Deus com ensina em Efésios 6 e fique firme. Ao conquistar a vitória, você verá como foi necessário cada provação para você poder estar onde Deus quer que você esteja.

“Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei. Isaías 55:8-11”.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Espírito Santo

"Quem é o Espírito Santo?"

Há muitos conceitos errôneos e distorcidos sobre a identidade do Espírito Santo. Alguns vêem o Espírito Santo como uma força mística. Outros entendem o Espírito Santo como sendo um poder impessoal que Deus disponibiliza aos seguidores de Cristo. O que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? Colocando de forma simples – a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também nos diz que o Espírito Santo é uma Pessoa.

Qual a importância do Espírito Santo?

Uma das funções principais do Espírito Santo no projeto divino de redenção é a obra de revelar e confirmar a mensagem de Deus ao homem.  Sem a obra do Espírito, não seria possível que o homem se salvasse.  O que o homem pode aprender com Deus na criação material é importante, mas é muito limitado; jamais alguém poderia saber a vontade de Deus apenas observando a criação (Romanos 1:18-20). 

O Espírito Santo e o Antigo Testamento

Pedro informa-nos que a mensagem dos profetas do Antigo Testamento não teve origem nos próprios homens.  Os homens, segundo ele, foram "movidos pelo Espírito Santo" para falar (2 Pedro 1:20-21).  Os profetas do Antigo Testamento foram movidos, orientados ou levados pelo Espírito Santo para dizerem exatamente o que Deus queria que dissessem e no exato momento que ele desejava.  Vários textos no Antigo Testamento declaram que o Espírito Santo participou ativamente na revelação da vontade de Deus naquela época. Davi disse:  "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Samuel 23:2).  Após retornarem do exílio babilônico, os levitas recontaram em oração as bênçãos que o Senhor tinha dado a Israel.  Eles diziam:  "E lhes concedeste o teu bom Espírito para os ensinar . . . e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito por intermédio dos teus profetas" (Neemias 9:20, 30).  O profeta Zacarias disse que as pessoas "fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam" (Zacarias 7:12).  Observe que Deus enviou as suas palavras por seu Espírito por meio dos profetas.

O Espírito Santo e o Novo Testamento

O fato do Espírito Santo ser Deus é claramente visto em muitas Escrituras, incluindo Atos 5:3-4. Neste verso Pedro confronta Ananias em por que ele tinha mentido para o Espírito Santo, e a ele diz “não mentiste aos homens, mas a Deus”. É uma declaração clara de que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus. Podemos também saber que o Espírito Santo é Deus porque Ele possui os atributos ou características de Deus. Por exemplo, a onipresença do Espírito Santo é vista em Salmos 139:7-8: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” Em I Coríntios 2:10 vemos a característica de onisciência do Espírito Santo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”

Podemos saber que o Espírito Santo é mesmo uma Pessoa porque Ele possui uma mente, emoções e vontade. O Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10). O Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30). O Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27). O Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11). O Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade. Como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26).

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Calúnia, Difamação e injúria

Como vencer a calúnia,  difamação e injúria?

Precisamos primeiramente entender que esses atos  constitui crimes a honra da pessoa e consta nos artigos da lei. Vejamos o significado de cada uma:

- Calúnia (art. 138) é acusar alguém publicamente de um crime.

- Difamação (art. 139) é dizer que a pessoa foi autora de um ato desonroso. 

- Injúria (art. 140) é basicamente uma difamação que os outros não ouviram: é chegar e dizer para um sujeito algo que esse sujeito considere prejudicial.

A calúnia, difamação e Injúria são potentes armas de destruição, capazes de destruir qualquer relacionamento, por mais durável que este possa ser. Elas afetam os relacionamentos das pessoas e geram marcas severas, podendo causar sérios prejuízos materiais, emocionais, sociais, espirituais, físicos, entre outros. Quem um dia foi vítima da calúnia, difamação ou injúria sabe o quanto são terríveis, pois se trata de acusações falsas com o intuito de manchar a honra de alguém. Por mais íntegra que uma pessoa seja, ela pode ser alvo. Logo, não é fácil lidar com esse tipo de situação, mas também não é impossível. Podemos destacar alguns personagens bíblicos que sentiram na pele esse tipo de situação, mas analisaremos sobre Neemias que  foi alvo dessas, mas não foi derrotado por nenhuma.

Neemias era um líder muito honrado por seus conterrâneos. E não somente por estes, mas, também, pelo rei persa, Artaxerxes (Ne 1:4-8). Era admirado por uns e odiado por outros. Neemias tinha inimigos ferozes que estavam dispostos a ir às ultimas consequências para prejudicá-lo. É desses homens maus que o início do capítulo 6 faz menção. Sambalate, Tobias, Gésem e os demais inimigos do povo de Deus eram pessoas derrotadas que não se davam por vencidas; não sabiam perder. Para não ficarem por baixo, arquitetaram planos “sujos”, dentre os quais se destaca a calúnia.

"Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias. Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios nossos circunvizinhos e decaíram muito no seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra." (Ne 6:15-16)


O capítulo 6 de Neemias tinha tudo para ser tranquilo. Afinal, o muro já havia sido edificado e os inimigos de Neemias, envergonhados. No entanto, este capítulo é marcado, dentre outras coisas, por ameaças, emboscadas e calúnias. A guerra ainda não havia terminado para Neemias. Após escapar de uma emboscada mortal, esse homem de Deus se deparou com a mentira dos seus inimigos: Entre as gentes se ouviu, e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos; por isso, reedificas o muro, e, segundo se diz, queres ser o rei deles (Ne 6:6). A imagem de uma pessoa é um tesouro que deve ser devidamente preservado. Neemias era portador de uma índole irrepreensível. Ele tinha não apenas carisma, mas, também, caráter. Era um líder segundo o coração de Deus. Mas os líderes segundo o coração de Deus não estão imunes às acusações infundadas. Neemias que o diga! Ele e o povo judeu foram acusados injustamente de rebelião contra o império persa. Centenas de anos mais tarde, Cristo sofreria acusação semelhante (Lc 23:1-5). 

Por mais integro que você seja, não estranhe se os inimigos da obra falarem falsamente a seu respeito. Quem lança a calúnia, consegue um meio de propagá-la (Sl 64:4). Nesse caso, as palavras de acusações chegaram a Neemias por meio de uma “carta aberta”, que era, por si só, um meio de afronta, insulto e intimidação, pois as cartas oficiais eram enroladas e seladas, para que somente as autoridades pudessem abri-las e lê-las. [1] A “carta aberta” foi uma maneira encontrada por Sambalate de espalhar as suas mentiras entre o povo e destruir a reputação de Neemias.

Mas não é somente por meio desse veículo que uma mentira pode ser propagada. Hoje, as redes sociais e a mídia fazem isso com muita facilidade. A língua também não fica atrás. Quem a utiliza como objeto de maledicência, deve lembrar que Deus abomina a língua mentirosa (Pv 6:16,19). Deus aborrece a calúnia em quaisquer circunstâncias, seja proferida a um membro da igreja ou a um líder desta. Quem lança mão da calúnia como mecanismo de defesa ou de ataque, prestará contas àquele que julga com justiça: Ao que às ocultas calunia o próximo, a esse destruirei (Sl 101:5a). 

Mas por que a calunia, difamação e injúria são tão graves e tão repudiadas por Deus? A resposta é óbvia: elas denigrem a imagem alheia, produz mágoa e desmotivação nas pessoas e, pior, causa desunião e rachaduras no corpo de Cristo, podendo gerar sérios conflitos e inclusive o desvio do membro fiel... Sem contar que pode gerar aversão plena à Deus e sua obra, podendo impedir completamente o avanço do membro e a continuidade da mais prefeita obra de Deus. Algo puramente maligno e destrutivo! 

Era nessa situação que os inimigos de Neemias ansiavam vê-lo, a qualquer custo. Ao espalhar a boataria, Sambalate tinha duas pretensões. Em primeiro lugar, desestabilizar a comunhão que havia entre Neemias e o povo. Todos saberiam do conteúdo da carta; logo, a possibilidade de as pessoas duvidarem das boas intenções de Neemias era grande. Em segundo lugar, desestabilizar a comunhão que havia entre Neemias e o império. A acusação de rebelião, lançada sobre esse servo de Deus era grave porque os reis persas não toleravam resistência alguma da parte de seus súditos. [2] Sambalate ainda o ameaçou: ... essa informação será levada ao rei (Ne 6:7). A vida do líder e o destino do povo estavam ameaçados! Diante disso, como proceder? O que fez Neemias, em meio às calúnias? 

Neemias foi um excelente exemplo de superação. Ele poderia ter se entregado às chantagens de Sambalate, se tornado um homem depressivo e desistido da obra, mas não o fez. Ele não cedeu às pressões e à fúria daqueles que queriam derrubá-lo. Esse líder soube lidar com a calúnia de modo positivo. Ele não perdeu o foco do seu trabalho, a saber, a reconstrução do muro de Jerusalém. Superar a calúnia não é algo fácil, mas também não é impossível. Neemias tem muito a nos ensinar nesse sentido, através de suas atitudes investidas de sabedoria divina. 

Então, como ele agiu diante da calúnia?

Em primeiro lugar, Neemias se firmou na sua integridade. A afirmação de Neemias é contundente: Mandei dizer lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu (Ne 6:8ª). Esta resposta não é uma reação impulsiva à acusação, mas uma afirmação convicta de quem tem integridade. Neemias não tinha o que temer. Os inimigos inventaram mentiras sobre ele, mas não encontraram falhas em seu caráter. O ditado popular “quem não deve, não teme” é muito feliz nesse sentido. A integridade pessoal é uma arma eficiente contra o mal da fofoca.

Em segundo lugar, Neemias desmascarou o acusador. Ele não deixou barato e rebateu a acusação falsa com uma acusação verdadeira: Tu, do teu coração, é que o inventas (Ne 6:8b). Ele não teve medo de Sambalate e o responsabilizou pela calúnia. Mas não o fez sem base. No versículo 9, Neemias justifica as suas palavras: Porque todos eles procuram atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra. Quem faz a calúnia merece ser desmascarado e envergonhado. Precisa ser repreendido para que mude de atitude. Mais cedo ou mais tarde, a verdade virá à tona. Toda informação imprecisa cairá por terra e, juntamente com ela, o seu autor.

Em terceiro lugar, Neemias orou por fortalecimento. Os recursos da terra são importantes, mas não suficientes. Por isso, ele buscou forças do céu, isto é, de Deus: Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos. Toda calúnia que envolve a obra do Senhor é um problema espiritual. Logo, é imprescindível a intervenção divina. As investidas de Satanás são astutas e destruidoras, mas quem habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e baluarte, Deus meu, em quem confio (Sl 91:1-2). Neemias encarou a prática da oração como uma necessidade urgente que o ajudaria a suportar o problema da perseguição caluniosa.

Em quarto lugar, Neemias persistiu na obra de reconstrução. No primeiro versículo do capítulo 6, ele testemunha que o muro estava edificado, mas ainda faltava colocar portas nos portais. Porém, no versículo 15, a obra está completa: Acabou-se, pois, o muro (...) em cinqüenta e dois dias. Nos textos que separam estes versículos, vemos Neemias sendo perseguido por meio de ameaças e calúnias. Contudo, ele se mantém firme em sua postura: Estou fazendo grande obra(Ne 6:4). Esse líder experiente sabia que a desmotivação fazia parte do jogo sujo de Sambalate. Por isso, continuou a trabalhar na reconstrução do muro.

Foi difícil, mas a vitória, finalmente, chegou. Após enfrentar a calúnia, Neemias pôde contemplar os frutos do seu árduo trabalho. Ele poderia dizer tranquilamente: “Valeu a pena cada segundo investido nesta obra!” Mesmo ciente das aflições pelas quais passou, ele poderia, sim, afirmar isso. Todo o trabalho valeu a pena porque Neemias não agiu imprudentemente diante da calúnia; porque era integro e ninguém podia provar coisa alguma contra ele; porque rebatia a acusação com a verdade, não com mentira; porque permitia a intervenção divina na sua vida; porque não desistiu, mas continuou a agradar ao Senhor. Se assim agirmos, superaremos a calúnia.

Aplicando a Palavra de Deus em nossa vida

É preciso cuidar da mente.

O intento do caluniador é prejudicar a sua vítima. No caso de Neemias, os acusadores tinham o propósito de fazê-lo desistir da obra. Eles sabiam perfeitamente que a calúnia é uma arma poderosa que afeta, de modo negativo, a mente de quem é caluniado, fazendo com que este se torne uma pessoa amargurada, revoltada e desinteressada pelas coisas de Deus. Mas Neemias não se deixou abater porque cuidou da sua mente. Ele não permitiu que as coisas negativas lhe influenciassem e o fizessem perder a razão. Portanto, ao ser caluniado, não se deixe desestruturar emocionalmente. Não desista da obra, mas continue a perseverar em fazer a vontade de Deus!

É preciso cuidar da língua.

Atente para estas palavras do salmista: Os maus e os mentirosos falam contra mim e me caluniam(Sl 109:2). A calúnia é qualquer mentira proferida contra uma pessoa. É sobre a mentira que ela está alicerçada. Mas Neemias não firmava as suas palavras em mentiras, mas em verdades. Ele não rebateu a mentira com outra mentira porque não é assim que se deve proceder. Portanto, cuide da sua língua para não pagar o mal com o mal, isto é, calúnia com calúnia. Não use a língua para levantar falso testemunho contra quem o caluniou. Caso contrário, você não estará vencendo a calúnia, mas tornando-se cúmplice dela. Siga o conselho bíblico: Se você é sábio, controle a sua língua (Pv 10:19b).

É preciso cuidar da imagem.

Muitos homens e mulheres de Deus caíram porque neles se achou culpa. Este, porém, não foi o caso de Neemias. Ele sabia da importância de se manter um caráter íntegro e não deu brechas ao inimigo. Paulo, por sua vez, observa: não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado (1 Co 6:3). Se os caluniadores agem depressa para espalhar as suas mentiras vergonhosas e destroem os bons com calúnias covardes (Sl 64:4), então, procure ser cada vez mais íntegro. A integridade é um forte mecanismo de defesa contra a mentira. A calúnia não vence os irrepreensíveis, isto é, aqueles que não têm nada que se possa censurar.

Concluindo

No decorrer da história, Deus utilizou a vida de muitas pessoas em situações adversas para nos ensinar a lidar melhor com os nossos problemas. Neemias viveu milênios antes de nós; porém, a experiência dele é extremamente útil para os cristãos de hoje. A calúnia, por sua vez, era um problema, também, nos tempos antigos. Muitos se tornaram vítimas dela no passado. Neste estudo, vimos que a calúnia pode ser proferida contra o inocente, mas pode ser vencida! Como isso é possível? Através do cuidado com a nossa mente, nossa língua e nossa imagem e, acima de tudo, através da nossa confiança e dependência no Senhor, lembrando sempre que homens são falhos, mas Deus não!!

domingo, 16 de julho de 2017

A desonra de Arão e Miriã

Deus só aceita na congregação pessoas que 
se sujeitem ao Reino e ao Líder que Ele mesmo escolheu.

Qualquer pessoa que atacar quem Deus escolheu estará atacando o próprio Deus, além de estar agindo por influência de satanás.

As consequências são terríveis: 
vergonha, isolamento, doenças, sofrimentos...

Veja só o caso de Moisés: 
ARÃO E MIRIÃ eram irmãos de Moisés e não se conformavam com a sua liderança.

Achavam que eles também tinham unção e que não era certo só ele ser chefe. Até diziam:

Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? (Nm 12:2).

Queriam ter a mesma honra que Moisés.

Queriam ocupar o lugar de Moisés.

Mas Moisés, além da unção, tinha o carinho e o respeito do povo. Então, Arão e Miriã acharam que a única maneira de derrubá-lo seria falar mal dele para o povo, mostrar ao povo que Moisés não era tão santo assim.

Então, foram buscar na vida particular de Moisés os motivos para atacá-lo. A Palavra diz: “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita” (Nm 12:1).

Entre outras coisas diziam ao povo: Não está certo o que Moisés fez.

Ele é casado com Zípora. Ele mesmo escreveu na Lei que os filhos de Israel não devem se casar com mulheres estrangeiras.

E agora ele se contradiz e tomou como esposa esta mulher cuxita (Etíope). Moisés não é moralmente são. Moisés é indigno de ser o líder.

Eu e o meu irmão Arão estamos mais preparados. Deus falou através de Moisés, mas falou através de nós também. Nós, sim, somos santos. Não falem mais com Moisés. Não o ouçam mais.

Arão e Miriã apelavam para a santidade, quando na verdade estavam agindo movidos pelo sentimento de rebeldia e inveja, marcas registradas de satanás.

E qual era a atitude de Moisés diante desta difamação? Será que Moisés estava desesperado, arrancando os cabelos e dizendo “E agora?”. Não! A atitude de Moisés era de tranquilidade.

No versículo seguinte, encontramos: “E o varão Moisés era mui manso, mais do que todos os homens que haviam sobre a terra”.

Moisés estava tranquilo! Por que? Porque Moisés estava certo da sua chamada por Deus. Certo de que a sua vida continuava no altar e que seus problemas familiares eram exclusivamente seus, e não de Arão ou Miriã, e que isto nada influía na sua vida espiritual e no seu relacionamento com Deus, para quem ele sempre foi fiel!

Arão e Miriã não queriam se sujeitar à autoridade de Moisés. Queriam caminhar paralelamente, fazendo divisão na Obra. Queriam ter honra própria e, ao tentar denigri-lo, queriam até mais honra que Moisés. Tudo o que o próprio diabo quís contra Deus. Foi um grande erro atacar Moisés, usando como pretexto sua vida familiar! Atacar Moisés era atacar a Obra de Deus! Era pregar a rebelião! E a Bíblia diz que a rebelião é como pecado de feitiçaria (I Sm 15:23).

Na continuação da leitura vemos que: “Assim, a ira do SENHOR contra eles se acendeu”. Por que? Porque eles estavam sendo usado pelo diabo para dividir o povo, assim como Lúcifer tinha feito no princípio dividindo o Céu e arrastando a terça parte dos anjos.

Deus não aceita que isso se repita. Por isso, lemos que: E logo o SENHOR disse a Moisés, e a Arão e a Miriã: “Vós três saí à porta da congregação”. E saíram eles três. Então o SENHOR desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles saíram. E disse:

- Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, Eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois ele vê a semelhança do SENHOR; Por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo?

A Palavra continua: “E a nuvem se desviou de sobre a tenta; e eis que Miriã era leprosa como a neve; E olhou Arão para Miriã e eis que era leprosa”. (Nm 12:4-10).

Note que a Palavra não disse que Miriã estava leprosa e, sim, que era leprosa. Era uma questão de essência, natureza. Miriã era leprosa no seu interior e agora Deus estava mostrando para toda a congregação a sua podridão interior.

Quando atacou Moisés, Miriã queria que a congregação o isolasse, mas é ela que vai ser isolada por causa da lepra. Ela falava mal da mulher etíope “Aquela negra estrangeira” mas é Miriã que vai sofrer o preconceito porque todos desprezavam e fugiam dos leprosos. Ela não quer que as pessoas ouçam Moisés mas é ela que não vai ter ninguém para ouvi-la no deserto. Ela quer mandar mais que Moisés e liderar o povo com Arão, mas não vai ter nem uma empregada para dar ordens lá fora do arraial, aonde vai ficar sozinha.

Miriã e Arão vão ter que aprender e nós temos que aprender com eles, que a unção e a autoridade dada por Deus têm que ser respeitada, e que não é para quem quer, e sim para quem Deus escolhe.

A partir do momento que Deus escolhe um líder, aquele líder passa a representar o próprio Deus. Se rebelar contra o líder é se rebelar contra a escolha que o próprio Deus fez. O Reino funciona debaixo da Autoridade.

No caso aqui: Deus, Moisés, Arão, Sacerdotes, Levitas, Anciãos, Congregação. É Autoridade sobre autoridade. Esta autoridade não pode ser subvertida. Miriã sequer faz parte desta Hierarquia e quer se meter. Qualquer pessoa que não se submete à hierarquia de Deus com humildade vai sofrer severas consequências.

Arão e Miriã vão ter que aprender sobre a submissão. Vão ter que aprender a se sujeitar ao líder que Deus escolheu. Terão que fazer isso com arrependimento. Quando Arão viu Miriã toda leprosa, imediatamente submeteu-se a Moisés. O versículo 11 diz que Arão falou a Moisés:

- “Ah! Senhor meu!”

Vão ter que reconhecer a culpa e a loucura que cometeram:

- “Não ponhas sobre nós este pecado, que fizemos loucamente e com que havemos pecado!”.

Vão ter que reconhecer também que no pecado da rebelião só existe podridão e morte:

- “Não seja ela como um morto que, saindo do ventre da mãe, tenha metade de sua carne já apodrecida”.

Vão ter que pedir perdão e oração:

- Clamou, pois, Moisés ao SENHOR, dizendo: "Oh Deus, rogo-te que a cures”.

Vão ter que mudar a meneira de pensar:

E disse o SENHOR a Moisés: Se seu pai cuspir em seu rosto, não seria envergonhada por sete dias? Esteja fechada sete dias fora do arraial, e depois a recolham.

Se a pessoa rebelde fizer tudo isso, Deus vai recolhê-la de volta à comunhão: “Assim, Miriã esteve fechada fora do arraial sete dias, e o povo não partiu, até que recolheram Miriã” (Nm 12:12).

O problema é que estes rebeldes só atrasam a Obra de Deus. Destruí-la, jamais.

Deus podia ter curado Miriã na hora, mas sabia que a “lepra” de Miriã não era exterior e sim interior. Deus só vai restaurar plenamente tal pessoa se refletir por dias na sua loucura e tirar o mal de dentro dela através de reflexão, arrependimento e oração.

Jamais fale contra o ungido de Deus

sábado, 20 de maio de 2017

Uma carta de amor a Deus

Uma carta de amor à Deus ❤❤❤

Livro de João: Jesus o Filho de Deus

No evangelho escrito por João, Jesus faz diversas declarações sobre a sua pessoa, seu propósito e nos mostra claramente que ele é o caminho para a vida eterna.

Neste evangelho, Jesus declara que é o filho de Deus, que foi enviado por Deus para cumprir na cruz do calvário o plano de Deus para a salvação do homem.

Sobre a sua pessoa, Jesus fez sete declarações no Evangelho de João:

Eu sou o pão da vida;Eu sou a luz do mundo;Eu sou a porta das ovelhas;Eu sou o Bom Pastor;Eu sou a ressurreição e a vida;Eu sou o caminho a verdade e a vida;Eu sou a videira verdadeira.

Todas as declarações acima foram feitas para mostrar que não há outro caminho para nos levar até Deus, senão por Jesus Cristo.

No evangelho de João encontramos também um texto tido por muitos como o texto áureo da Bíblia. João 3:16 é um versículo de grande profundidade e faz uma espécie de resumo daquilo que Deus planejou para nós na pessoa de Jesus:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Em seu livro “3:16 – A mensagem de Deus para a vida eterna”, o escritor americano Max Lucado, escreveu sobre este versículo:

Se você não sabe nada sobre Deus, comece por aqui. Se você acha que já sabe tudo sobre Deus, volte sempre para João 3:16. Todos nós precisamos deste lembrete. Afinal, a essência do problema humano é o coração, e o tratamento de Deus está escrito em João 3:16.


João 3.16 é simples o bastante para não discutirmos, é grande o bastante para não entendermos, mas é profundo o bastante para nos explicar o maior e mais sublime plano de Deus para as nossas vidas.

No evangelho de João algumas palavras ou frases importantes são empregadas com uma frequência muito grande. Alguns exemplos:

Crer;Luz;Palavra;Amor;Mundo;Trevas;Vida eterna;Eu sou...Entre outras.

O evangelho de João é belo, traz sossego para a alma e consolo aos nossos corações. É um livro de leitura agradável, aconselhador e estimula a nossa fé em Jesus Cristo, o filho de Deus.

domingo, 13 de novembro de 2016

Jugo desigual


O que significa estar em jugo desigual?

O termo "jugo desigual" vem de 2 Coríntios 6:14: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?"

Para compreendermos melhor, precisamos saber qual o significado de jugo. Jugo é uma peça de madeira colocada sobre dois bois que, unidos, puxam uma carroça ou um arado. Vamos imaginar que, em vez de dois bois, colocássemos um boi e um bode nesse jugo. Teríamos um jugo desigual e, por mais que os dois animais se esforçassem, o trabalho seria prejudicado e eles sofreriam muito. Isso acontece porque cada animal tem ritmos e características muito diferentes.

A admoestação de Paulo em 2 Coríntios 6:14 faz parte de um discurso maior à igreja de Corinto sobre a vida cristã. Ele desencorajou-os de estar em uma parceria desigual com os infiéis porque os crentes e descrentes são opostos, assim como a luz e as trevas são opostos. Eles simplesmente não têm nada em comum, assim como Cristo não tem nada em comum com o "Maligno", uma palavra hebraica que significa "inutilidade" (v. 15). Aqui Paulo a usa para se referir a Satanás. A ideia é que o mundo pagão, mau e descrente é regido pelos princípios de Satanás, e que os cristãos devem se separar desse mundo perverso, assim como Cristo era separado de todos os métodos, objetivos e planos de Satanás. Ele não teve nenhuma participação neles e nem formou nenhuma união com eles – assim deve ser com os seguidores de um em relação aos seguidores do outro. A tentativa de viver uma vida cristã com um não-cristão como um amigo e aliado próximo só nos fará andar em círculos.

É claro que a aliança mais próxima que uma pessoa pode ter com outra é encontrada no casamento, e é assim que a passagem é geralmente interpretada. O plano de Deus é para que um homem e uma mulher se tornem "uma só carne" (Gênesis 2:24) - uma relação tão íntima que um literal e figurativamente se torna parte do outro. Unir um crente com um incrédulo é, em sua essência, unir opostos, o que contribui para uma relação muito difícil.

Muitas pessoas questionam sobre o namoro com jugo desigual, ou seja, aquele em que um cristão se relaciona com um não cristão. E geralmente elas usam argumentos, como: "ele(a) não serve a Deus, mas é uma pessoa muito boa, tem caráter, tem princípios e atitudes que agradam a Deus.  O que tem de errado nisso?

No entanto, a Bíblia diz que não basta a pessoa ser 'gente boa' se ela não professa a mesma fé que você. Há um versículo no livro de Amós que diz: "Duas pessoas andarão juntas se não tiverem de acordo?" (Amós 3:3). Há um outro versículo que menciona a ideia de desordem em reinos divididos, ou seja, divisão de pensamentos e princípios geram distensões e discórdias.  "Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir" (Marcos 3:24). A verdade é que é praticamente impossível haver comunhão e um relacionamento totalmente saudável quando um casal possui valores diferentes. Por mais que se amem, haverá algum momento em que os dois entrarão em conflito.

É muito difícil manter a harmonia no lar quando um dos dois não é cristão. Isso acontece porque uma pessoa que não nasceu de novo espiritualmente, por mais que queira, não consegue obedecer a Palavra de Deus. - "A mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus" (Romanos 8:7-8). 

Muitas pessoas apostam que o namorado ou namorada irá se converter após o casamento. Mas quem garante? Alguns, inclusive, chegam até a usar a passagem de Atos 16:31 fora do contexto: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa". Elas acreditam que, após o casamento, basta declarar esse versículo e o cônjuge se converterá. É claro que existem casos que, para a glória do Senhor, o cônjuge se converte com o tempo. Mas infelizmente nem sempre é assim. Por isso o apóstolo Paulo alertou: "Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14).

Não devemos esquecer que Casamento é uma aliança para a vida toda e não podemos nos arriscar!!! Então, o mais conivente é que você se envolva com pessoas que pratiquem a mesma fé que a sua. Para isso, confie em Deus, ore e tenha paciência. E antes de envolver em um relacionamento, faça de Jesus o principal relacionamento de sua vida, confiando Nele para trazer a pessoa certa, no tempo certo.

Só há julgo desigual nos namoros ou casamentos?

A resposta certamente é NÃO!!! O "julgo desigual" pode acontecer em todo relacionamento e é muitas vezes aplicado a relações comerciais. Para um cristão entrar em uma parceria com um incrédulo é cortejar o desastre. Eles têm cosmovisões e morais opostas, e as decisões de negócios que devem ser feitas diariamente vão refletir um ou o outro. Para a relação funcionar, um ou outro tem de abandonar o seu centro moral e avançar em direção ao do outro. Mais frequentemente do que não, é o crente que se vê pressionado a deixar os seus princípios cristãos para trás por causa do lucro e do crescimento do negócio.

Portanto amados, andar no plano de Deus é fugir do jugo desigual!!!


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Deus é nosso pai!!!



Todo pai quer o melhor para o seu filho. 


O pai ensina


As duas primeiras coisas que um pai ensina aos filhos é falar e andar. São elementos tão básicos que o pai não espera muito tempo para ensinar, pois é levado a ensiná-las já no primeiro ano de vida do filho. 

Falar


O pai ensina aos filhos a falarem na linguagem dele e do seu território. Um pai que fala em português ensina os filhos a falarem em português. Um pai que fala em inglês ensina os filhos a falarem em inglês. 

Não é óbvio um pai que fala em português, e que mora no Brasil, ensinar os filhos a falarem em grego. Não há necessidade disso. Não é óbvio um pai que fala em inglês e que mora nos Estados Unidos ensinar seus filhos a falarem em chinês. O natural é o pai ensinar aos filhos a falarem na linguagem dele e do seu território.

Também podemos notar que a primeira coisa que o pai deseja, antes de tudo, é que seus filhos aprendam a chamá-lo de pai. O pai não está interessado que seus filhos aprendam seu nome, não agora. O maior interesse é que o reconheçam como pai. Quando o filho o chama de pai é, para ele, a confirmação da paternidade. A maior confirmação da paternidade para um pai não é o DNA, e sim o filho aceitar ser seu filho, chamando-o de pai.

Andar


O pai ensina aos filhos a andar onde ele quer que eles andem, e sempre próximo dele. Ele vai ensinar os filhos a andarem em lugares sem obstáculos. Não é interesse do pai que o caminho dos seus pequenos esteja cheio de obstáculos, pois sabe muito bem que isso impedirá o caminhar deles.

Ele também ensinará os seus filhos a andarem em lugares seguros. Não irá para uma avenida movimentada ensinar seus filhos a andar, nem muito menos à beira de rios ou penhascos, nem para lugares onde há risco de pessoas más furtarem o seu filho. Somente um pai estúpido faria isso. Um bom pai ensinará seus filhos a andar em lugares seguros. 

O interesse do pai é que os filhos andem seguros, e o lugar mais seguro que se tem notícia é a sua casa, sua morada, o seu lar, pois é o território de onde eles são filhos, e não estranhos. 

A Paternidade de Deus – Deus Pai


Deus se manifesta como pai. Ele declara que, para ser filho d’Ele basta reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz e fazer d’Ele seu Salvador, pois Este foi entregue por Ele, para nos salvar. Fazendo isso, nasceremos de novo, não da carne, mas do Espírito de Deus! Deus é nosso Pai porque nascemos de Deus:
"Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus." (João 1.12-13)

Deus Pai nos ensina a falar


Deus Pai nos ensina a falar. Ele nos ensina desde que experimentamos o novo nascimento. Ele nos ensina na linguagem dele: a Palavra de Deus.

A Palavra de Deus é a linguagem do Pai e a linguagem do Reino de Deus. Não existe outra linguagem no Reino de Deus, esta é a oficial e única:
"Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade." (João 17.17)

Deus nos ensina a sua Palavra. O Espírito d’Ele está em nós constantemente nos lembrando de Seus ensinamentos. Ele nos ensina a Palavra, o idioma divino:
"Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." (João 14.26)

Quem não é familiarizado com um idioma não entende quando outros falam este idioma. Se você não é familiarizado com a língua chinesa não entenderá duas pessoas conversando em chinês. Quem não é filho de Deus não entenderá o idioma do reino de Deus, pois não foi ensinado pelo Pai a falar a linguagem dele. Jesus expressa isso aos judeus que não entendiam a linguagem de Deus, falada por Jesus:
"Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus." (João 8.43, 47)

Deus Pai nos ensina a chamá-lo de Pai


Deus Pai nos ensina a chamá-lo de Pai. Deus enviou Jesus para mostrar aos homens que Deus é Pai, e precisa ser chamado de Pai. Nós sabemos o nome do nosso pai biológico, mas chamamo-lo de pai. Só chamamos nosso pai pelo nome quando estamos falando dele para terceiros. Quando estamos face a face, o chamamos de pai. Jesus veio para restaurar isso no relacionamento Deus – Filhos de Deus:
"Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome" (Mateus 6.9)

Devemos chamar Deus de Pai porque Ele nos chama de Filhos. Ser chamado de filho é uma prova do amor de Deus. Ele não nos trata com indiferença, mas com amor:
"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele." (1 João 3.1)

Deus Pai nos ensina a andar


Deus Pai nos ensina a andar. Ele nos ensina a andar no caminho que Ele decidiu que andássemos, pois este é lugar seguro. O caminho seguro de Deus é a santidade:
"E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos. Os caminhantes, até mesmo os loucos, nele não errarão. Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá por ele, nem se achará nele; mas os redimidos andarão por ele." (Isaías 35.8-9)

A santidade é o caminho seguro de Deus para seus filhos. Deus deseja que seus filhos andem seguros, e o caminho mais seguro que existe para os filhos de Deus andar é a santidade. Na santidade não há tropeço, nem muito menos perigo de acidentes ou morte, nem de ser surpreendido por pessoas más, pois este caminho Deus reservou só para os Seus filhos. Estranhos não andam em santidade, pois a santidade é para filhos. Na santidade não há risco de se perder do Pai, pois Ele conhece este caminho, é o caminho que nos leva para Ele.

Deus Pai nos ensina a andar em Sua Casa


Deus Pai também nos ensina a andar em Sua Casa. A santidade é estabelecida na vida daqueles que andam na casa do Pai. A casa de Deus também é a casa dos filhos de Deus. Os filhos de Deus amam morar na casa de Deus:

Salmos 92.12-13; Salmos 84.1-4,10 - [Ler]

Morar com Deus Pai, na Casa de Deus Pai, no Lugar Preparado pelo Primogênito Filho de Deus


Quando você viaja para longe e volta para casa, a sensação que se tem é única. Você está voltando para o território de onde você é filho. Esta é a sensação. 

Aqueles que não têm o hábito de estar na casa de Deus e aqueles que não vão alegres à casa de Deus não são filhos deste território, são estranhos. Estar na casa de Deus é estar no território onde você nasceu. É o território de onde você é filho. Os filhos de Deus aprendem a andar na casa de Deus, e moram com Deus, na casa d’Ele.

Devemos morar na casa de Deus. Filhos recém-nascidos devem morar com o pai. Quando nascemos de novo, recebendo o Primogênito Filho de Deus, Este prepara lugar para nós morarmos na casa do Pai:
"Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar." (João 14.2)

Filhos de Deus moram com Deus na casa de Deus, no Lugar Preparado pelo Primogênito Filho de Deus.